Pesquisa mostra aumento de mais de 50% nas compras de aplicativos de celular
19 de maio de 2016
Em seis meses, a compra por aplicativos de celular aumentou mais de 50%, segundo análise da Opinion Box – plataforma de pesquisa digital no Brasil. Mais de 60% dos entrevistados apontaram que a principal vantagem desse modelo de compra é a comodidade. No entanto, ainda é alto o percentual de consumidores que não usam o serviço por “desconfiança” e “impossibilidade de provar ou testar o produto antes da compra”.
A primeira pesquisa “Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio Móvel no Brasil”, realizada em setembro de 2015, pela Opinion Box, em parceria com o portal Mobile Time, apontou que 41% dos entrevistados já haviam feito compras por apps. Em março deste ano, na segunda edição do levantamento, o percentual subiu para 61,8%. O objetivo da análise é oferecer ao mercado um raio-x semestral sobre os hábitos de compras dos brasileiros via aplicativos e sites em plataformas móveis, especialmente smartphones.
“Esse aumento significativo de consumidores na plataforma m–commerce pode estar associado ao esforço dos varejistas online durante a última Black Friday, que estimularam as vendas por meio dos smartphones”, avaliou o COO do Opinion Box, Felipe Schepers. Em relação à frequência com que os consumidores compram via aplicativos, 3,1% afirmaram fazer diariamente; 9,6% pelo menos uma vez por semana; 45,7% pelo menos uma vez por mês; e 41,6% raramente.
Ainda há falta de confiança
A pesquisa revelou que 26,5% das pessoas não fazem compra via aplicativo por falta de confiança no modelo e outros 16,3% afirmaram não usar a ferramenta para comprar devido à impossibilidade de provar ou testar o produto antes da compra. Para Schepers, a diminuição da desconfiança é algo gradativo.
“Os varejistas podem contribuir para a redução da desconfiança mostrando exemplo de clientes que passaram pela experiência e ficaram satisfeitos, ressaltando como é seguro comprar via apps e oferecer condições especiais de custo, condição de pagamento ou algum atrativo não financeiro para motivar as pessoas a experimentarem”, comentou.
O estudo entrevistou 1.920 internautas brasileiros que possuem smartphones, de ambos os sexos, em todas as idades, faixas de renda e regiões do país.