Viasoft lança projeto “Cidadania Fiscal”
10 de maio de 2016
Os prejuízos sofridos por empresas, decorrentes da sonegação fiscal, tanto em termos de gestão, quanto em termos de riscos de multas, possibilitados pela não exigência de notas e cupons fiscais por parte dos consumidores, levaram a unidade de atendimento da empresa Viasoft Sistemas localizada no estado de Pernambuco e especializada no desenvolvimento de softwares e Gestão Fiscal, a lançar o projeto “Cidadania Fiscal”.
“A partir do momento em que o consumidor final não exige as referidas notas, ele deixa aberta essa porta para que o empresário pratique a sonegação fiscal”, advertiu a consultora fiscal Janayna Rodrigues.
“Considerando que o empresário embute os impostos no preço de venda de itens e serviços, quem de fato paga por eles é o consumidor final. No momento em que deixa de exigir nota ou cupom, o consumidor final esta permitindo que tais valores, de propriedade pública, permaneçam com a empresa, e sejam desviados do seu fim, que é o bem comum.”, afirmou a consultora, durante entrevista ao site de educação a distância Farol Corporativo.
Consciência do consumidor
O objetivo do projeto piloto denominado “Cidadania Fiscal” é despertar no consumidor final a consciência acerca da necessidade de participação mais efetiva nesse processo. Inicialmente, serão firmadas parcerias com faculdades do setor contábil e depois com as de outros setores.
“A maior parte de desvio de dinheiro público é executada por empresas privadas com a sonegação. A corrupção política é outro desvio, mas não o mais representativo em termos de números. O primeiro passo rumo a um futuro melhor para nosso País, é começarmos a exigir que as empresas repassem os impostos que pagamos para o governo, e que este aplique tais valores em serviços públicos de qualidade.”.
Equívoco de empresários
“Nós executamos diversos trabalhos em parceria com vários profissionais contábeis. Trabalhos de conscientização e de treinamento, mas a maior resistência é do empresário, que muitas vezes acha que tem um lucro praticando a sonegação fiscal e não consegue entender que na verdade isso traz uma série de prejuízos em termos de gestão, sem falar dos riscos de uma autuação”, esclarece.
Por fim, ela lembra que o cerco vem se fechando para as empresas, após o advento do projeto SPED da Receita Federal, que realiza o envio, de maneira digitalizada, de todas as informações fiscais e contábeis para o governo. “Na emissão da nota, o governo já tem as informações do que está sendo comprado, do que está sendo vendido, das movimentações financeiras tanto de pessoas jurídicas como físicas. A empresa que pratica sonegação não consegue ter um controle efetivo de estoque, de lucro e os riscos hoje são bem maiores de quando toda essa escrituração era feita em papel. As multas previstas equivalem em alguns casos, à metade do faturamento anual da empresa, sem falar que tal prática é um crime, e pode levar a prisão”, concluiu.