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Conta de luz vai cair 10% a partir de 1º de Abril

26 de fevereiro de 2016

A partir de 1º de abril, o consumidor de energia elétrica não terá mais que pagar o encargo adicional do sistema de bandeiras tarifárias, o que deverá baratear a conta de luz em aproximadamente 10%, entre os custos de janeiro e abril. O Ministério de Minas e Energia definiu que a partir desse mês abandeira vigente será a verde, que não encarece a conta de luz.

A decisão foi anunciada pelo ministro Eduardo Braga após reunião com o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, e do presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema). “Agora estamos anunciando o desligamento das usinas térmicas com custo de geração acima de R$ 211. Com isso, a partir de abril, entraremos em regime de bandeira verde. Ao adotar a bandeira verde, deixa-se de cobrar esse ônus. Mas em março ela (bandeira) continuará amarela”, disse o ministro.

O martelo foi batido devido à recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Nordeste. Ontem, os reservatórios dessas regiões superaram as marcas de 50% e 30%, respectivamente. Tais níveis, segundo o governo, garantem que as térmicas que custam mais do que R$ 250 sejam desligadas a partir de 1º de março e as que custam R$ 211 sejam desligadas a partir de 1º de abril -são esses custos que definem qual bandeira será vigente para cada mês. Todas essas decisões são tomadas durante as reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. No início do mês, Braga já havia garantido que a bandeira de março seria a amarela. “Não é apenas uma questão de redução de consumo. A entrada da energia gerada em novas usinas, como as de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio tem contribuído (para os desligamentos das térmicas)”, acrescentou Braga.

Em uma conta aproximada, quando a bandeira passar para amarela, a conta de luz será reduzida em mais 3%, além dos 3% de desconto já dados fevereiro: a bandeira vermelha passou do patamar 2 para 1 (a chamada “bandeira rosa”). Com o novo corte, entre o que o consumidor pagou em fevereiro e o que pagará em abril deve fi car 6,5% mais baixo, em média. Outros fatores que ajudaram na decisão são a entrada em operação de novas usinas hidrelétricas e a queda no consumo de energia.