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Social Comics, plataforma de streaming de Quadrinhos, já tem mais de 3 mil assinantes

18 de fevereiro de 2016

O Grupo Omelete, que mantém portal Omelete e é criador da CCXP-Comic Con Experience, acaba de investir em uma nova empresa 100% relacionada à cultura pop: o Social Comics, plataforma de streaming de Quadrinhos, com um conceito similar à Netflix. Lançado no fim do ano passado, o Social Comics recebeu investimento  de R$ 2 milhões e  oferece mais de mil histórias em quadrinhos no formato digital por um valor mensal de R$ 19,90. 

O Social Comics tem como CEO o paraibano João Paulo Sette, que também é COO da CCXP – Comic Con Experience, o maior evento de cultura pop da América Latina. Além deste investimento – o Grupo Omelete também planeja a internacionalização da plataforma para a América Latina e para os Estados Unidos.  

O Social Comics nasceu no fim do ano passado com obras já publicadas e outras inéditas de autores independentes, além de exemplares das maiores editoras do gênero do país, como a Devir, a JBC, a HQM (que tem os direitos da Valiant no Brasil), a Mythos (com títulos da 2000 Ad), Editora Nemo e Revista Mundo dos Super-Heróis. Hoje, já conta com grandes editoras de HQs e mangás, como Dark Horse, JBC, Mauricio de Sousa, Nemo e Valiant. Algumas obras muito acessadas são Garfield, Moebius e Snoopy. “Nossa entrada para o Grupo Omelete nos coloca na mesma linha de negócio e de expectativas, com o objetivo de entregar o máximo de qualidade em experiência e conteúdo às pessoas”, afirma Sette.

O Social Comics já tem 1.800 títulos disponíveis e 3 mil assinantes. Para utilizar a plataforma, o usuário que faz o cadastro no Social Comics possui 14 dias para testar o serviço. Para ler as obras, é necessário ter uma conexão à internet, mas é possível salvar o título para ler depois de forma offline – mais ou menos como o Spotify faz com suas músicas. 

Do valor da assinatura, 30% fica com a plataforma e os outros 70% são distribuídos entre as editoras e os autores independentes, de acordo com o número de visualizações. Ou seja: quanto mais obras cada parceiro subir ao site, maiores as chances de ele faturar.

Outra aposta da Social Comics é a elaboração de um Business Inteligence – uma coleta de dados que beneficie empresas do setor. Autores e editores da indústria dos quadrinhos cadastrados na plataforma podem visualizar quais obras suas foram mais visualizadas por faixa etária, horário, região e sexo, por exemplo, ou ver em qual página o usuário parou sua leitura.

“O cliente consegue ter dados estatísticos fiéis sobre a demanda real das obras e, em cima disso, pode desenvolver um negócio ou melhorar processos”, explicou Sette, em entrevista à imprensa nacional. Não há um custo adicional para acessar as informações, mas é preciso comprometer-se a ficar ao menos um ano com a obra dentro do serviço.

As HQs podem ser lidas no computador via web, tablet ou smartphone Android e iOS.