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“A Paraíba está em um patamar bem melhor do que em outros estados da região em termos de sistemas viários e de localização estratégica”

16 de fevereiro de 2016

O Ranking de Competitividade dos Estados realizado pelo Centro de Liderança Pública em parceria com a consultoria Tendências e a Economist Intelligence Unit (EIU), colocou a Paraíba na terceira posição como melhor em infraestrutura do que grandes centros econômicos. Um dado otimista e perfeito para a se investir em logística. A Newlog apostou pesado. Investiu R$ 100 milhões na instalação do Cabo Branco Industrial Logística (CBILog) e do Complexo Logístico Industrial da Paraíba (CLIP), ambos condomínios logísticos e industriais nunca vistos antes no Estado da Paraíba.

Às margens da BR-101, a apenas 30 min do Porto de Cabedelo e do Polo Automotivo da Jeep, em Pernambuco, e menos de 2 hors do Recife e de Natal, os empreendimentos vão gerar mais de 3.700 mil empregos diretos. 

Com estrutura completa, inspirada em parques logísticos semelhantes do Sudeste do Brasil, os condomínios paraibanos levam assinatura Alcindo Dell’Agnese, responsável por projetos de empresas como a Hyundai, Jac Motors e Natura. O CLIP e o CBILog já estão em funcionamento e esperam incrementar os negócios do Grupo Andrade Marinho, presente no mercado imobiliário há 45 anos. “Sou paraibano e vivi 22 no Rio de Janeiro, e quando voltei pra cá, eu vi que não tínhamos nada desse gênero de sistemas logísticos, de plataformas logísticas compartilhadas e condomínios logísticos. Daí, juntamente que com Eronaldo Andrade Marinho, do qual eu já era amigo, abraçamos essa ideia”, contou o diretor da Newlog Empreendimentos Logísticos, Elinaldo Vasconcelos. Ele recebeu o Paraíba Total na sede do Clip e conversou com exclusividade. Veja trechos da conversa. 

Como se deu a identificação deste novo e inédito negócio no Estado da Paraíba? 

A Paraíba carece desse tipo de empreendimento, se comparada a outros estados. Sou paraibano e vivi 22 no Rio de Janeiro, e quando voltei pra cá, eu vi que não tínhamos nada desse gênero de sistemas logísticos, de plataformas logísticas compartilhadas e condomínios logísticos. Daí, juntamente que com Eronaldo Andrade Marinho, do qual eu já era amigo, abraçamos essa ideia. Então, o que houve foi uma questão apenas de alinhamento. E também por não ter risco de inovação, apesar de ser uma novidade no Estado. Desse modo, torna-se um modelo mais atrativo para o investidor, já que foi testado nos demais estados e que deu certo e que foi exitoso. 

Como a empresa encarou as dificuldades ainda encontradas na Paraíba? 

De cara, o primeiro gargalo se chama sistema viário. E a Paraíba, um Estado de poucas oportunidades, perante o PIB Nacional, pois ela opera 0,7% a 0,8%, ainda tem redes rodoviárias muito boas. As BR 101 e BR 230 colocam a Paraíba em patamar bem melhor do que em outros estados em termos de sistemas viários e de localização estratégica. Desse modo, nós também fizemos nossa pesquisa local para ver como as empresas estavam instaladas aqui. As multinacionais não têm uma plataforma adequada e as outras estão mal instaladas. E até existem outros modelos de logística aqui de mais de 20 anos. É como um fusca reformado –  ninguém quer! Então, o que fazemos é um alinhamento em termo de logística. Na grande realidade, a questão da infraestrutura aqui é boa, mas o que falta é mão-de-obra qualificada. E isso é uma coisa não dita por mim e sim pelas empresas que aqui chegam.  Mas, a questão da mão-de-obra é contornável. Basta investir em capacitação. 

O que seria necessário para o setor em termos de incentivos e tributos p[úblicos?    

A Paraíba oferece hoje os mesmo incentivos de Pernambuco, por exemplo. A diferença é que Pernambuco tem um arcabouço, ou seja, uma segurança jurídica mais estável que a Paraíba. A cada dois anos as empresas procuram o Governo do Estado para renovar seus incentivos, e isso é ruim. Parece até ser bom, mas na verdade é que estabelece uma instabilidade jurídica. E assim as empresas daqui se retraem. Em termo de percentual a Paraíba pode até ser mais agressiva que o Pernambuco, mas falta garantia para os futuros 10, 20 e 30 anos.

Fale um pouco sobre os dois empreendimentos.

São dois. O Cabo Branco Industrial Logística (CBILog) é o único condomínio logístico de padrão AA da Paraíba. Por ficar às margens da BR 101, em um trecho de vias duplicadas que dá acesso aos principais mercados do Nordeste, sem a presença de pedágios, oferece uma posição estratégica. Idealizado para a instalação de empresas de grande porte, uma vez que funciona com aluguel de espaços a partir de 4.000 m², o empreendimento está com sua primeira etapa concluída. Hoje, existem 28 mil m² de área total disponíveis para operações e, em breve, serão disponibilizados mais 32 mil m².  Essa primeira parte já pronta e essa segunda na medida em que for se dando a ocupação desse primeiro módulo. Já o Complexo Logístico Industrial da Paraíba (CLIP) abrange 55 hectares e tem como modelo de negócio a venda de terrenos para construção de instalações ou o aluguel de galpões com áreas a partir de 500 m². As quatro primeiras fases, de um total de nove, já em funcionamento, somam 134 unidades e 70% delas foram comercializadas para empresas dos setores de serviços logísticos, medicamentos, cosméticos, centros de distribuição de eletrônicos e eletrodomésticos, além de indústrias. Entre as características estruturais do CLIP estão avenidas largas e dimensionadas para carretas; vias rebaixadas para comportar galpões com docas elevadas; rede lógica em fibra ótica; sistemas de drenagem, de esgoto e de água. Com infraestrutura completa de apoio para os clientes, o local conta com um business center de 1.200 m², distribuídos em salas para reuniões e coffee break, auditório com sistema multimídia, ambulatório e banheiros. O CLIP também coloca à disposição dos condôminos um heliponto e sistema de transporte interno para funcionários.  

Quais as companhias que já incorporaram aos complexos?

Na verdade, ainda não ainda não podemos divulgar, pois as empresas, inclusive as de fora, são muito sigilosas, mesmo com a infraestrutura 100% pronta e dois galpões já em operação. Posso adiantar apenas que são transportadoras, empresas de produção de embalagens de alumínio, dentre outras. Incentivaremos também o B2B entre as empresas que se instalarem.

Quais as vantagens para as empresas que incorporem aos empreendimentos da Newlog?

A empresa chega aqui na Paraíba e que construir o seu galpão próprio para fazer sua operação. Ou seja, é a opção de compra, que está meio em desuso no Brasil, por conta das despesas com o lucro real. E para a empresas maiores, que tendem para o lucro real, o aluguel é mais viável. Um segundo modelo seria o aluguel, mas nesse caso a empresas escolhe como quer sua sede e ai nos construímos e a alugamos. Já o terceiro modelo seria quando a empresa quer trazer um investidor seu e compra e construa. Depois, aluga para seu investidor. Ou seja, atendeu ao investidor, ao cliente e à operação.

Quais os outros diferenciais podemos pontuar?

Um deles é o sistema de segurança, que é reforçadíssimo, além da questão da sustentabilidade ambiental. Além de iluminação e ventilação natural para que não se precise usar energia elétrica demais. É sempre importante dizer que hoje temos condições de atender empresas que querem vir investir na Paraíba e, acima de tudo, que é possível não se pedir incentivo do Governo do Estado. Na maioria das vezes, as empresas pedem doação de terreno, mas vai ter que fazer toda sua infraestrutura. E no nosso caso já temos a infraestrutura e iremos gerando empregos. Aqui nós temos um distrito industrial privado.