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Saiba qual o melhor repelente entre 10 marcas analisadas pelo Proteste

21 de dezembro de 2015

Os repelentes são bastante usados como forma de proteção de mosquitos e tendem a ser mais procurados em épocas de epidemia de dengue, zika, chicungunha e também por quem viaja para regiões como praias, campo e mata fechada, principalmente agora no período de férias. Para avaliar a eficácia e segurança que os repelentes oferecem, nos últimos dias, foram testadas pela Proteste 10 marcas disponíveis no mercado tanto para uso adulto como infantil. Diferente do último teste realizado pela Proteste em 2010, os resultados atuais não foram satisfatórios.

Contudo, na análise da Proteste foi verificada a proteção em horas contra as espécies de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus, a veracidade das informações do rótulo e se a composição dos produtos apresenta risco de causar alergias ou efeitos adversos a longo prazo.

Proteção em horas difere da realidade 

Conforme a avaliação, todas as marcas estão de acordo com a legislação no que diz respeito à rotulagem obrigatória de produtos cosméticos, porém, identificamos que alguns produtos estavam com o rótulo ilegível, o que dificulta ao consumidor ter plena compreensão das informações contidas. 

Além disso, a maioria das marcas não entrega a proteção (em horas) descrita em seus rótulos. Dentre os produtos para uso familiar a marca Exposis por exemplo, teve o melhor desempenho no teste de eficácia, protegendo por quase 3 horas contra o mosquito da dengue, apesar de estar bem distante das 10 horas prometidas no seu rótulo.

De acordo com a Proteste, apenas o Moskitoff apresentou resultados de acordo com o rotulado. Os produtos Off e Xô Inseto  também se aproximaram das horas descritas. Dentre os produtos de uso infantil, apenas o Off Kids se aproxima do tempo de proteção prometido no rótulo. Já o “Turma da Mônica”, apresentou o pior resultado no quesito “proteção”.

Com relação aos dois aplicativos para celular testados, nenhuma atividade repelente foi observada, portanto seu uso é desaconselhado. 

Pouca proteção contra mosquito da Dengue e risco de alergia

As marcas Super Repelex, Xô Inseto e Moskitoff foram eficazes contra a espécie Culex, mas não tiveram o desempenho esperado contra a espécie Aedes, ou seja, apresentam curta proteção contra a dengue.

Os produtos de uso infantil também não apresentaram bom desempenho na proteção contra o mosquito Aedes. Já com relação a outra espécie analisada, os produtos Johnson’s Baby e Xô Inseto Kids foram eficazes. Apenas o produto Exposis demonstrou eficácia na proteção contra ambas as espécies de mosquito testadas (Aedes Aegypti e Culex).

Quanto a possibilidade de causarem reações alérgicas, nos produtos infantis, todas os marcas apresentam risco de reações adversas nas primeiras 24 horas. Os piores resultados ficaram com os produtos Super Repelex e Xô Inseto Kids. O Produto Turma da Mônica não pôde ter o risco da exposição (aguda e crônica) avaliado porque não traz no rótulo a concentração do ativo repelente IR3535. 

De maneira geral, pode-se dizer que os produtos testados conferem proteção, porém, a maioria de curta duração. Como nenhum produto apresentou os resultados esperados, não há indicação de “Melhor do Teste” nem “Escolha Certa”. 

Confira os resultados do teste de eficácia com repelentes: 

Produto – Composição – Proteção contra Aedes (horas)

Exposis extême – Icaridina 25% – 02h45

Super Repelex Spray Familycare – DEET 6,79%- 01h40

Xô inseto Spray para repelir insetos – DEET 5% – 01h20

Repelente Spray Moskitoff – DEET 10% – 01h30

Off Family Spray – DEET 6,65% – 01h30

Johnson’s Baby Loção antimosquito – IR3535 12,5% – 01h10

Off Kids Loção- DEET 7,125% – 01h20

Super Repelex Kids Gel refrescante – DEET 7,34% – 01h10

Xô inseto Kids Loção para repelir insetos – DEET 7,34% – 01h00

Turma da Mônica repelente infantil loção – IR3535 – 01h00

A Proteste reivindica melhoria na qualidade dos repelentes

Pelas irregularidades constatadas no teste e diante da gravidade do avanço da epidemia de dengue no país, enviamos os resultados aos fornecedores, requerendo as providências a seguir: 

– Que seja feito um alerta público a respeito da eficácia correta dos repelentes, tanto no site das empresas quanto em jornais de grande circulação;

– Que as embalagens e/ou rótulos tragam de forma correta e visível o tempo de eficácia dos produtos, respeitando o direito à informação, previsto no Código de Defesa do Consumidor – CDC.

– Que as letras utilizadas nos rótulos possibilitem a leitura das informações do produto, como indicação, modo de uso, composição, tempo de eficácia, validade, entre outras. 

– Caso as empresas não se adequem, a Proteste encaminhará o caso à Vigilância Sanitária para as providências no âmbito administrativo e regulatório.