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“O que nos tem realmente inspirado na realização dessas edições é sabermos do potencial e acreditarmos na gastronomia paraibana”

7 de dezembro de 2015

Inovação, gestão e sustentabilidade foram os principais destaques da 4ª Edição do Inova Gastronomia Paraibana, o maior evento do setor no Estado, realizado em João Pessoa pelo Sebrae Paraíba e pelo Sistema Fecomércio. 

Com o tema “Os sabores e aromas da cozinha paraibana”, durante três dias, mais de 30 renomados chefs de cozinha locais e de vários estados do país estiveram reunidos na Escola de Gastronomia e Hotelaria do Senac, na praia do Cabo Branco, oferecendo palestras, aulas show e capacitações para empresários, gestores de restaurantes, bares e hotéis, culinaristas, profissionais e estudantes da área de nutrição e gastronomia. O resultado disso? Mais visibilidade e capacitação do setor, segundo o  gerente regional do Sebrae em João Pessoa e coordenador do Inova Gastronomia Paraibana 2015, Edilson Azevedo.

Ele conversou com o Paraíba Total sobre o balanço do evento. Confira:

Qual foi a proposta do Inova Gastronomia Paraibana em mais esta edição?

A proposta do Inova Gastronomia foi discutir inovação, gestão e sustentabilidade como forma de fomentar o mercado gastronômico local. Esta interação entre empresários, chefs e profissionais da área permite a troca de ideias e informações. Isto gera conhecimentos para o desenvolvimento das empresas deste ramo, de tal forma que venha a repercutir no destaque da Paraíba como destino turístico de qualidade gastronômica.

Fale um pouco da trajetória do evento ao longo de suas quatro edições e destaque o que a versão 2015 trouxe de diferencial das anteriores.

Na verdade o que nos tem realmente inspirado na realização dessas edições é sabermos do potencial e acreditarmos na gastronomia paraibana.  O Sebrae, em parceria com o Fecomércio e as associações da categoria, tem a cada ano realizado esse acontecimento. Esse evento, onde trás para os empresários, gestores, chefes de cozinha, estudantes da área de gastronomia, exatamente uma discussão sobre todo o processo de gestão de negócios, muito voltado para a inovação e para a própria sustentabilidade, dentro deste viés tão atual que inclusive atualmente ele enfoca a redução dos custos, que as empresas e os empresários precisam estar realmente preocupados com isso. E tanto a questão da eficiência energética, quanto a questão da eficiência hídrica. Então são temas que buscam sempre trazer para a discussão o valorizar da nossa gastronomia.

Existe alguma orientação específica para o empresário do segmento gastronômico para enfrentar a crise econômica?

O Sebrae como o todo, na verdade fez uma opção que não aderir a crise. E em todos os momentos que temos relação com as empresas, tem apresentado e mostrado que aquela empresa que está bem, que está com planejamento assertivo, que tem feito toda uma leitura adequada, ele está sem dúvidas preparado para qualquer crise, pois as crises são cíclicas. Elas são como a nossa seca. Nós temos que aprender a conviver com ela. Então as empresas que estiverem preparadas na hora que essas crises acontecem, elas têm chances totais e absolutas de sair mais fortalecidas ainda, porque as que não estiverem preparadas certamente sairão do mercado.

Qual é o principal direcionamento do evento?

O nosso grande objetivo desta edição é realmente a troca de informações entre os participantes e os chefes de outros estados e regiões do País, dentro ainda de uma integração com os nossos chefs local. Então, tem toda essa proposta de trocas de informações e consequentemente de experiências para que cada vez mais possa se tornar forte o que nosso já é forte.

Como o Sebrae tem observado os movimentos do setor gastronômico?

É uma evolução altamente positiva, pois o food truck e food bike é na verdade da época de quando eu era menino. Pois, aqui na Paraíba, principalmente nas cidades de interior era comum doceiros saírem pelas ruas vendendo doces e outros produtos. A diferença é que hoje foi agregado um novo conceito a essa modalidade, além da questão da manipulação do alimento, da apresentação para o cliente e tudo isso só trouxe uma novidade que vai renovando o que já se existia e que hoje se vê muito forte. E o Sebrae está inclusive fazendo um trabalho com um grupo dessa modalidade. Para tanto, nós estamos trabalhando agora com eles a questão da formalização, pois muitos ainda não são. Pois, não bastante se fortalecerem é preciso que eles também busquem a formalização e também da segurança alimentar, pois alimento acima de tudo é saúde pública. E nesse aspecto é preciso que eles estejam sempre muito bem preparados, treinados e capacitados para manipular bem o alimento.

O Inova Gastronomia está alinhado como o movimento nacional do Compre do Pequeno Negócio?

Não deixa de estar, pois o grande foco do Sebrae são os pequenos negócios. Então, no momento em que nós estamos realizando um evento como o Inova Gastronomia, sem dúvidas estamos fortalecendo o pequeno, para cada vez mais o consumidor nosso procure esses pequenos empreendimento. Há uma correlação muito forte e todo o trabalho que o Sebrae faz é buscando melhorar o comércio dos pequenos e claro, mas isso também não quer dizer que os grande estejam fora. Porque na hora em que se fortalece o pequeno, o pequeno vai comprar do grande, pois é assim que gira a economia. O pequeno também vai procurar os fornecedores para obter sua matéria prima e isso também pode ser comprado do pequeno produtor, inclusive é um apelo do Inova de que os restaurantes passem a comprara da produção que tem menos agrotóxicos, para que também possam oferecer alimentos mais saudáveis a sua clientela.    

Em relação à gastronomia paraibana, o que o senhor poderia destacar nesta edição do Inova Gastronomia?

Do meu ponto de vista, nós ainda não temos uma identificação. Temos a carne de sol que se desponta dentro do regionalismo, que deve prevalecer. E a proposta do Inova é trazer esse regionalismo, como por exemplo de se trazer uma galinha de capoeira feita com ingrediente de produção também inteiramente regional, resultando em um prato altamente atrativo e de sabor verdadeiramente regional. Então, isso influi tanto os ingredientes como a sua forma essencial de fazer. E tanto que em uma nova discussão de negócio nós estamos trazendo o “Sabor do Lucro”, para que as pessoas também saibam ter o real controle do seu negócio, para se saber dosar os investimentos. Teremos também outra discussão da questão energética da eficiência energética que é também um assunto que tem que ser preocupante para todo mundo, principalmente para o setor na questão de aquecimento de equipamentos, do uso da água e da própria energia elétrica, para iluminação e climatização de espaços. Inclusive trouxemos um case para discussão de como se pratica e de como se obtém resultados para que sirva de espelho para nossas empresas.

Como se deu a participação em termo de público nessa edição 2015?

O aspecto de público deste ano ele teve uma inovação. Porque teve o evento interno que em função das instalações ele teve um limite estipulado de 150 empresários e chefs de cozinha. Nessa edição houve uma participação bastante forte do chefe de cozinha em relação aos anos anteriores. É tanto que na primeira edição só tivemos a  participação de 17 chefes e nessa contamos com mais de 30 chefes de várias cidades paraibanas e de outros estados. E inclusive, chefes que participaram de edições anteriores, devido ao entrosamento tiveram a oportunidade de participar de encontros gastronômicos em outros países e de também levar para outras nações um pouco da nossa nacionalidade e regionalidade na culinária.