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Bancários continuam em greve e Fenaban mantém proposta inicial de 5,5%

15 de outubro de 2015

Há exatamente 10 dias, os bancários em todo o País cruzaram os braços por melhores condições de trabalho e salário. Iniciada com os bancos da rede pública no dia 06 de outubro, os bancários de instituições particulares aderiram ao movimento no dia 08.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não se pronunciou quanto às reivindicações dos trabalhadores. Os bancários alegam que mesmo com o baixo desempenho da economia brasileira, os bancos lucraram bastante no primeiro semestre. 

Dados do Departamento Intersindical de Estatística de Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam para lucro de R$ 36,3 bilhões nos primeiros seis meses de 2015, favorecendo os cinco maiores bancos do País: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco e Santander. O crescimento foi de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os bancários afirmam que os bancos ofereceram reajuste salarial de apenas 5,5%, muito abaixo da inflação do período, de 9,88%, o que representaria perda de 4% aos bancários. Os servidores reivindicam 16% de aumento e mais segurança no local de trabalho. 

A greve não tem previsão de término.

De acordo com informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) continua aberta ao diálogo e às negociações. A proposta inicial é que os bancos pagarão abono imediato de R$ 2.500,00 a todos os 500 mil bancários, além de reajustar salários praticados em 31 de agosto de 2015 em 5,5% que, segundo a Fenaban, é um reajuste em linha com a expectativa de inflação média para os próximos 12 meses. No entanto, depois da negativa dos bancários em aceitarem essa proposta, a Fenaban não realizou nenhuma outra contraproposta, o que levou à deflagração da greve unificada no dia 06 de outubro.