Gestores de 26 cidades reiniciam o Pacto Novo Cariri de estímulo ao desenvolvimento
15 de julho de 2015
A articulação intermunicipal entre cidades paraibanas iniciou nessa terça-feira (14) em Campina Grande com a retomada do projeto Pacto Novo Cariri. Durante o 1º Encontro dos Prefeitos do Cariri, que contou com a participação de 26 representantes das cidades do território, foi planejado o apoio à caprinocultura, debatida as oportunidades de negócios com a transposição do Rio São Francisco e discutido o estímulo à implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
Uma das próximas ações do Pacto é a realização do Dia D da Caprinocultura, na cidade de Taperoá, desta sexta (17) ao domingo (19). Outra realização do projeto será na sexta-feira (24), na cidade de Gurjão, com o Fórum do Leite. Ao final do Encontro, o grupo agendou a próxima reunião na cidade de Coxixola, no final de agosto, para discutir os encaminhamentos.
A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), de número 123/2006, foi outro ponto debatido durante o Encontro. Dos 223 municípios do Estado, apenas 93 estão com a Lei implementada. Um dos desafios do Pacto Novo Cariri é estimular mais cidades a implementarem a lei.
O gerente do Sebrae em Campina Grande abriu o Encontro com uma breve apresentação do que é o projeto Pacto Novo Cariri, que iniciou no ano 2000 e trouxe bons resultados para a região. O superintendente do Sebrae Paraíba, Walter Aguiar, disse que o Pacto é um caso de sucesso em todos os estados brasileiros.
“O projeto é muito bem visto lá fora, porque os municípios do Cariri foram capazes de se juntar em prol da região. Assim, os gestores podem visualizar o cenário econômico com mais clareza. Precisamos usar essa experiência já praticada no território há 15 anos e dar continuidade aos trabalhos. O Sebrae não proporciona só um projeto, mas uma alternativa que pactue ações e políticas públicas comuns a todos”, disse o superintendente.
A caprinocultura leiteira foi destacada como a principal atividade econômica do território com o pacto social. “Foi por causa da união das instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento que chegamos a ser o primeiro produtor de leite de cabra do Brasil. Um mérito que só foi possível com esse envolvimento que estamos reiniciando este ano”, completou Luiz Alberto.