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Grécia perde prazo de mais uma parcela com o FMI

14 de julho de 2015

A Grécia não pagou outros 450 milhões de euros de uma parcela de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) que vencia nesta segunda-feira (13). Com isso, o calote de Atenas à instituição já chega a pouco mais de 2 bilhões de euros.

O montante se junta a parcela de 1,6 bilhão que os gregos não pagaram no último dia 3, configurando o calote técnico que vem mexendo com os mercados e com a política da União Europeia.

No início desta segunda-feira (13), líderes políticos dos 19 países da zona do euro chegaram a um acordo para manter a Grécia na zona do euro e colocar um fim ao impasse financeiro que já dura seis meses.

Atenas receberá um terceiro pacote de resgate, no valor de 86 bilhões de euros, além de um reescalonamento de sua dívida externa, em troca da implementação de uma série de reformas de austeridade.

O governo grego também receberá liquidez imediata, a qual será desbloqueada pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), o que fará o país sair da situação de default.

O acordo foi anunciado pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após 17 horas de negociações. “Tudo pronto para um programa do Mecanismo de Estabilidade Financeira (ESM) para a Grécia com sérias reformas e suporte financeiro”, escreveu no Twitter.

Os mercados europeus reagiram à notícia com otimismo e operaram em alta na manhã de hoje. A imprensa também destacou o acordo, principalmente a francesa, que pontuou as divergências entre a França e a Alemanha nas negociações.

De um lado, Paris defendia a permanência da Grécia na zona do euro. Do outro, Berlim mantinha um discurso de fiscalização e intransigência. “O acordo alcançado com a Grécia tem mais vantagens que desvantagens”, comentou a chanceler alemã, Angela Merkel.