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“A procura pelo crédito está abaixo dos nossos índices, mas em alguns setores como agrícola e serviços, houve crescimento da demanda na Paraíba”

7 de julho de 2015

Investir R$ 820 milhões na Paraíba,
somente em recursos referentes ao Fundo Constitucional de Financiamento do
Nordeste, o equivalente a 26,34% a mais do que no ano passado. Essa é a meta do
Banco do Nordeste do Brasil para apoiar as iniciativas de parceiros no Estado
em 2015. O montante, anunciado pelo novo superintendente do BNB na Paraíba, o
mineiro Wesley Mácio Gonçalves Maciel, durante entrevista exclusiva ao Paraíba
Total,
tem ainda como objetivo projetar novas conquistas junto às entidades de
classe e instituições do desenvolvimento no Estado, colocando o BNB, como
referência para soluções financeiras.

Durante a entrevista, Wesley, que é
funcionário de carreira do Banco, falou da expectativa para sua gestão, que
visa dar uma contribuição com o desenvolvimento regional paraibano.  “Aqui na Paraíba o Crediamigo aplicou R$ 557,6
milhões em operações em 2014 e R$ 191,4 milhões em operações nos quatro
primeiros meses de 2015. Já o Fundo Constitucional aplicou R$ 649,0 milhões em
operações em 2014, com R$ 137,6 milhões em operações até abril de 2015”.

Com 20 agências pelo Estado, o Banco
comemora o seu melhor resultado com o lucro de R$ 747 milhões alcançados em
2014, um incremento de 105% comparado ao lucro de 2013 que foi de R$ 364,5
milhões, mostrando um crescimento muito importante em todas as áreas de
atuação. “O BNB está trilhando o caminho traçado em seu planejamento
estratégico e o resultado está dentro do esperado”, ressaltou o dirigente que
também é formado em Administração com especializações em Gestão Empresarial e
Pecuária Leiteira, possui MBA em Administração Financeira e atualmente cursa
mestrado em Administração.

Confira trechos da conversa.

Como funcionário de carreira
do BNB desde 2002 e tendo atuado em várias regiões do País, como o senhor
avalia a atuação da instituição na Paraíba?

O Banco do Nordeste cresceu muito
na última década, ampliando os recursos que coloca na economia. De uma média de
R$ 200 milhões em 2002, chegamos a mais de R$ 13 bi em 2014 com recursos do
Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Só na Paraíba foram
mais de R$ 600 milhões, além dos recursos do CrediAmigo (Programa de
Microcrédito do Banco do Nordeste) e recursos internos do próprio banco, que,
somados, ultrapassam R$ 1,5 bi aplicados na Paraíba em 2014, apoiando as
iniciativas de empreendedores que geram emprego e renda aqui na região. É
importante ressaltar que o cenário da Paraíba é diferenciado: com apenas 8% das
agências bancárias no estado, o BNB responde por quase 70% de todo investimento
de longo prazo. Só esse índice demonstra a importância do Banco do Nordeste
para os empreendedores daqui.

Como é o trabalho de
relacionamento do BNB com os clientes e quais as ferramentas para atrai nova
clientela?

Nossas principais de ações de
microcrédito, ambas de grande sucesso, são o CrediAmigo e o AgroAmigo. O
CrediAmigo completou 15 anos, desenvolvendo importante ação voltada
especialmente para o público urbano informal, àquele que desenvolve alguma
atividade comercial, porém sem ainda possuir seu CNPJ. Temos equipes em quase
todas nossas agências que atendem esses empreendedores, prestando-lhes uma
orientação básica e realizando os empréstimos. Já o AgroAmigo, que completa 10
anos este ano, e nossa ação de microcrédito rural possui também equipe
altamente especializada, técnicos com formação escolar, treinados também pelo
Banco do Nordeste que vão aos rincões levando a oportunidade do crédito e a
orientação aos nossos clientes. Para este trabalho realçamos as parcerias com o
Instituto Nordeste Cidadania (INEC), com o MDA, com a Empresa de Assistência
Técnica e Extensão Rural (Emater) e com o Sebrae.

Quais as novidades do ano
para os próximos meses? 

O Banco, como qualquer outra
empresa, possui suas metas de atuação e crescimento, espelhadas em seu
planejamento estratégico, como a aplicação do Fundo Constitucional, a
recuperação de crédito. Este ano, vamos continuar a realizar parcerias e criar
novas com as instâncias de governo e revisitar clientes que já trabalharam
conosco. Vamos, inclusive, fazer um trabalho nas nossas agências de
relacionamentos de grandes centros do país, como as que existem no Rio de
Janeiro, Brasília e em São Paulo, vendendo a Paraíba como um bom local para o
empresariado do eixo sudeste-sul. Isso para que possamos ofertar as nossas
condições aliadas às condições que o Governo do Estado ou municípios colocam
para as empresas que queiram vir aqui se instalar.

Quais foram os mais recentes
investimentos realizados na Paraíba?

O Banco do Nordeste comemora o seu
melhor resultado com o lucro de R$ 747 milhões alcançados em 2014, um
incremento de 105% comparado ao lucro de 2013 que foi de R$ 364,5 milhões,
mostrando um crescimento muito importante em todas as áreas de atuação. O Banco
está trilhando o caminho traçado em seu planejamento estratégico e o resultado
está dentro do esperado.

Como está o processo de
renegociação de dívidas dos agricultores e demais devedores?

Especialmente para o crédito rural,
está em vigor a Lei 12.844 que traz vantagens para a renegociação. O prazo
final é para 31 de dezembro deste ano e ainda há muitos produtores, mais de 35
mil, que não nos procuraram. Estamos em parceria com a Emater e os sindicatos
para conscientizar esses produtores para que nos procurem com antecedência e
façam jus ao benefício legal, sem deixar para a última hora, quando algum
imprevisto pode atrapalhar e fazê-lo perder a oportunidade.

E a procura por crédito na
Paraíba?

A procura pelo crédito está abaixo
dos índices planejados pelo BNB, mas alguns setores como agrícola e serviços,
houve crescimento da demanda na Paraíba, apontando elevação de 88% e 79% em
comparação com o mesmo período de 2014.

Em geral, o BNB tem atingindo
o lucro anual desejado? Qual a meta para 2015?

O Banco do Nordeste na Paraíba
deverá oferecer este ano R$ 820 milhões somente em recursos referentes ao Fundo
Constitucional de Financiamento do Nordeste, o que é 26,34% a mais do que no
ano passado, mas precisamos que bons projetos sejam encaminhados no sentido de
que esses recursos alocados possam ser aplicados em conformidade.

Qual a grande missão e os
maiores desafios do BNB e como a instituição tem feito para superá-los nos dias
atuais de crise nacional?

O Banco tem feito um exercício
diário para melhorar o processo de crédito e muita coisa nova já é realidade.
Esse ainda é um caminho longo, pois lidamos com recursos públicos, que
naturalmente trazem consigo as exigências legais que devem ser cumpridas com
rigor e zelo, pelo bem da coisa pública. Esse é um tema que consome nossos
esforços diariamente.

Como tem sido a participação
do BNB no mercado bancário paraibano?

Os bancos são essenciais à
atividade econômica, promovem o desenvolvimento ligando atores e provendo
oportunidades. A questão dos juros está diretamente ligada à inflação e à taxa
básica de juros, Selic. É importante lembrar que num passado recente, por
decisão do Governo Federal, os bancos públicos como o BNB, a Caixa e o BB
reduziram suas taxas de juros e puxaram para baixo as taxas de todo o mercado,
mas com a alta da inflação essas taxas voltaram a crescer criando a atual
dificuldade, que é necessária ao combate da inflação, conforme política
econômica em implantação pelo ministro Joaquim Levy.

Quais os diferenciais em
termo de serviços disponibilizados pelo BNB em relação aos seus concorrentes? E
como a instituição tem se comportado diante das concorrentes do segmento no
nosso Estado?

Aqui na Paraíba o Crediamigo
aplicou R$ 557,6 milhões em operações em 2014 e R$ 191,4 milhões em operações
nos quatro primeiros meses de 2015, dentro de uma previsão de aplicação de R$
646,0 milhões para este ano. Por sua vez, o Agroamigo realizou R$ 125,0 milhões
em operações no ano passado e este ano, também até abril, foram R$ 49,3 milhões
em operações, dentro de uma previsão de aplicação de R$ 146,5 milhões para o
ano. Já o Fundo Constitucional aplicou R$ 649,0 milhões em operações em 2014,
com R$ 137,6 milhões em operações até abril de 2015.