Confira os melhores investimentos para R$ 10 mil, R$ 100 mil e até R$ 1 milhão
12 de junho de 2015
Ter dinheiro sobrando na conta para investir é uma situação que muitas pessoas desejam. No entanto, como investir esse valor de modo a manter a segurança, mas ter uma rentabilidade mais interessante do que a oferecida pela poupança? André Pantoja Albo, planejador financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) elaborou carteiras de investimento para alguém que seja conservador nas faixas de R$ 10 mil, R$ 100 mil e até R$ 1 milhão. Confira a seguir.
R$ 10 mil
Em primeiro lugar, Albo destaca que uma carteira conservadora deve ter como retorno alvo algo em torno de 105% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e baixa volatilidade. Para quem tem R$ 10 mil, não existe muita flexibilidade para diversificação e, assim, a sugestão é alocar 100% em títulos de renda fixa pós-fixados. Albo indica o Tesouro Selic, título do Tesouro Direto, programa de compra e venda de títulos do governo federal, para essa aplicação. O título tem seu desempenho atrelado à Selic e, por isso, tem uma volatilidade baixíssima, o que permite que o investidor saia antes de seu vencimento e, mesmo assim, não corra riscos. Além disso, com o patamar atual de juros (13,75%), essa aplicação acaba se mostrando uma opção bem rentável. Adicionalmente, o Tesouro Direto é garantido pelo governo federal, que, em tese, é o credor mais seguro que existe.
R$ 100 mil
Albo afirma que já é possível fazer uma diversificação maior para quem tem R$ 100 mil sobrando para aplicar. Ele indica que 20% desse valor deve ficar em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez diária. Dessa forma, o investidor tem como sacar em momentos de emergência. Além disso, os CDB contam com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para aplicações de até R$ 250 mil. Outros 20% do total devem ficar também em um CDB, mas com carência de um ou dois anos, para assim conseguir uma taxa de remuneração maior. Já 40% da carteira, na opinião de Albo, devem ser deslocados para dois fundos de renda fixa. A ideia dos fundos é garantir maior diversificação ao investidor e fazer com que ele possa ter mais segurança. O planejador financeiro ainda alerta que esses fundos devem ter a menor taxa de administração possível O investidor também deve entender aquilo que o fundo escolhido aplica. Por fim, os 20% restantes devem ser aportados em um fundo multimercado. A ideia é que esse fundo traga um retorno mais interessante para o investidor e, de quebra, um pouco mais de risco à carteira. Mas, ainda assim, o fundo deve ser conservador, de acordo com Albo. “Também é importante observar bem o histórico do fundo e ver se o retorno está adequado com os objetivos da carteira”, afirma o especialista.
R$ 1 milhão
Para quem tem R$ 1 milhão, a alocação da carteira é semelhante ao sugerido para o valor de R$ 100 mil. Nesse caso, como os valores são maiores, Albo pede uma pesquisa mais aprofundada para encontrar taxas mais baixas e rentabilidades mais altas. Além disso, é possível investir em uma quantidade maior de produtos. Por exemplo, ao invés de deixar 20% da carteira em apenas um CDB com carência maior, é possível diversificar para três ou quatro títulos bancários apenas nessa parcela do portfólio. Adicionalmente, o planejador financeiro aconselha que, no máximo uma vez por semestre, o investidor reveja seus investimentos levando em consideração mudanças no cenário macroeconômico e perspectivas de médio prazo. “Não dá para ter uma postura reativa. É importante ser proativo”, recorda Albo.