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Carta das Cachaças de Alambique da Paraíba

8 de junho de 2015

Sempre achei a cachaça muito discriminada e que merecia um lugar de maior destaque no mercado, por isso fiquei muito envaidecida de ter sido convidada pela Associação dos Produtores de Cachaça da Paraíba para ajudar a fazer a Carta. Será um livro-álbum com a história dos engenhos produtores da cachaça de alambique, uma tradição que a Paraíba precisa se apropriar e fazer decolar. Aliás, já está fazendo, através de seus produtores, com um incremento significativo de novos rótulos no mercado paraibano, todas de excelente qualidade. 

E para esta coluna de estreia vamos iniciar uma série sobre esse produto que é de grande valor econômico, trazendo de volta a produção dos históricos engenhos, de valor histórico, como uma das atividades mais antigas do Estado, e também turístico. Vários engenhos recebem turistas para visitas guiadas que contam a história da cachaça, como é o caso da tradicional Rainha, cuja produção iniciou-se em 1877, no engenho Goiamunduba, em Bananeiras, e a Volúpia, de Alagoa Grande, cujo primeiro rótulo data de 1946. Como se vê, tem muita história dentro desse importante universo.

A produção da Carta das Cachaças de Alambique da Paraíba está em pleno processo com  viagens aos históricos engenhos. Terá a participação do escritor Gonzaga Rodrigues, também admirador da cachaça paraibana e nascido no brejo, do fotógrafo Cácio Murilo e do designer Sérgio Sombra, numa parceria da Associação dos Produtores de Cachaça da Paraíba com o Sebrae. 

Aqui na Paraíba esta é uma das iniciativas para incrementar e divulgar a cachaça que ainda tem muito mercado a ganhar, mas que aponta grandes expectativas com a definição da bebida como genuinamente brasileira, reconhecida pela Colômbia, Estados Unidos e México. Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça, Ibrac, as exportações da cachaça representam um grande potencial e ainda estão aquém do que poderia ser, mas mesmo assim, nos últimos cinco anos, só para o mercado mexicano, as exportações cresceram 611%. Com 500 anos de história já está mais do que na hora de valorizar esse produto genuinamente brasileiro!

Na sequência, nas próximas colunas, iremos mostrar alguns engenhos paraibanos e suas histórias. Até lá.