“Acreditamos que as empresas devem pensar, antes de tudo, nas necessidades, no estilo e nos desejos de cada cliente”
26 de maio de 2015
A vida contemporânea tem influenciado diretamente no comportamento, no estilo e até no modo de morar. A funcionalidade dos imóveis compactos vem ao encontro das novas configurações familiares. Solteiros, divorciados, famílias com poucos filhos e sem empregada são cada vez mais comuns. Pensando nesta nova tendência, os home services chegaram pra ficar e estão sendo bastante procurados, segundo as construtoras, que têm investido neste conceito com inovação e criatividade.
Uma delas é a Massai, com sede em João Pessoa, uma das 100 maiores do Brasil, segundo ranking nacional. A empresa deve lançar em julho o Massai Home Service 31, no Jardim Luna, que já conta com lista de espera antes do pré-lançamento. “Quando fomos desenvolver o conceito arquitetônico, foi levando em consideração um estilo mais alternativo”, disse o diretor de Planejamento e sócio da Massai, Guy Porto. O empreendimento vai contar com apartamentos flexíveis, podendo ser um loft, com um ou dois quartos, que possuem de 47 a 52 metros quadrados. No local, academia fitness de primeiro nível, espaço gourmet, lava-jato, bicicletário e laundry café – um local com lavanderia, máquinas de lavar, secadora, wifi e televisão. Tudo assinado pelos arquitetos Cristiano Rolim e Ricardo Nogueira, da CRN Arquitetura. “Na verdade sua inovação e ineditismo já começam com o conceito moderno e urbano, e com uma estrutura fácil de se manter no sentido de limpeza, com uma academia conceito, com vista, paisagem e iluminação bastante agradáveis, e analogias inclusive de várias localidades do mundo inteiro, que só aguardando pra ver. Inclusive é para nós foi um desafio”, destacou Guy, que é graduado em Engenharia Civil e pós-graduado em Segurança do Trabalho e Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Sobre as novas tendências de moradia, Guy Porto concedeu entrevista exclusiva ao Paraíba Total.
Como o senhor vê a chegada dos micro-apartamentos, moradias mais funcionais e compactas? São realmente uma tendência?
Na verdade, devemos avaliar os grupos de pessoas. Da mesma forma que existem grupos que precisam de uma estrutura completa e grande para morar e ter lazer com a família e amigos, existem outros grupos que não precisam de espaço. Jovens que no máximo precisam de um ambiente extra de academia, por exemplo, ou famílias pequenas, com até três pessoas, vem sendo inclusive destacados em muitos residenciais. As famílias estão menores e possuem uma vida dinâmica. Esse perfil requer uma moradia mais dinâmica, integrada, com áreas compartilhadas. Aqui na Paraíba, ainda vemos apartamentos com grandes áreas, em função do preço do metro quadrado, que é mais barato que nos grandes centros. Também podemos observar as mudanças em função dos reflexos da PEC das Domésticas. Muitas famílias não querem mais ter uma empregada doméstica em casa para dormir. Com isso, muita gente não vai precisar de mais um cômodo de dependência de empregadas, o que torna os imóveis mais compactos.
A busca por uma vida saudável também tem levado a uma nova tendência de se ampliar as áreas de lazer e academia dos residenciais?
É sim. As pessoas estão mudando, inclusive os jovens, que enfrentam o bullying por estarem fora de forma. Daí, surge essa necessidade de se existir academias mais completas nos residenciais para suprir a necessidade de busca por uma vida saudável e menos sedentária. Com uma boa academia, facilita a vida de quem não precisar ou não quer se deslocar de casa para fazer exercícios.
Como funciona um home service? É como um flat?
O home service é um apartamento mais compacto para pessoas que não têm uma família tão grande, com dois ou três integrantes no máximo, mas tendo dentro daquele espaço toda a estrutura necessária de conforte para suas necessidades. Os nossos home services, inclusive, são ainda grandes em comparação aos de São Paulo e de outras partes do mundo. E não são flats, pois neles podem ser feitas as atividades domésticas, como o próprio nome ‘home’ sugere. O flat que dá a ideia de ser uma moradia momentânea, edificado em condomínio com sistema de hotel.
O MHS31 da Massai vai ser lançado ainda este ano e quais serão seus diferenciais e inovações?
Na verdade, sua inovação e ineditismo já começam com o conceito moderno e urbano, e com uma estrutura fácil de se manter no sentido de limpeza, com uma academia conceito, com vista, paisagem e iluminação bastante agradáveis e analogias de várias localidades do mundo inteiro. Inclusive é, para nós, foi um desafio, pois vai ser o primeiro no Estado com iluminação de fachada, além de bicicletário, dentre outros detalhes.
Foi feito algum estudo ou pesquisa para o planejamento e a execução do MHS 31?
Na verdade, nós viajamos o mundo inteiro e vemos o que é tendência mundial e o que vem chegando ao Brasil, inclusive o que se tem a nível Norte e Nordeste e em João Pessoa. Aqui na Capital, este é o primeiro neste estilo. Quando fomos desenvolver o conceito arquitetônico, foi levando em consideração um estilo mais alternativo e despojado e analisado o crescimento do público que busca moradias mais dinâmicas e arrojadas. Um estudo foi realizado em torno de todas reais necessidades desse público-alvo que nele pretende habitar.
Por ser algo tão novo e moderno, o senhor acredita que esse modelo vai agradar ao paraibano?
Na verdade, ainda não lançamos, mas já temos demanda, já temos clientes para o MHS. Já há diversas pré-reservas. Isso prova que teremos público sim e certamente boa aceitação. Até porque tudo foi pensado, a exemplo de todos os ambientes climatizado. Ele é todo conceitual, com interferências artísticas e inovações em diversos detalhes. Como a ideia é mais urbana, traremos mais artes, encontrado nas garagens, elevadores com grafitismo, da arte urbana, nesse empreendimento que terá 24 andares e 30 pavimentos.
Como funciona área de planejamento da Massai?
Hoje não executamos nenhum projeto internamente. Todos estão sendo terceirizados, sem exceção. Nossa função e organizar esses projetos, compatibilizando, recebendo, tendo sempre a certeza de que um não influencia no outro, que está tudo harmônico, que não tem interferência de um sobre o outro, ou seja, que um venha inviabilizar o outro. E nesse meio estamos sempre fazendo análises profundas e verificando a viabilidade e funcionalidade de cada um projeto da empresa. Somos muito perfeccionistas. Acreditamos que as empresas devem pensar, antes de tudo, nas necessidades, tendências, no estilo e nos desejos de cada perfil de cliente.
É desafiante para engenheiros, que são da área de Exatas, ter sensibilidade para analisar esses desejos?
Quando entregamos um empreendimento, no final de sua edificação, esperamos ter justamente atendido o desejo dos nossos clientes, encantando-o. Esperamos que tudo que foi pensado esteja funcionando como se deve ser. Para mim, isso é hoje mais um prazer, porque temos conseguido atingir esse encantamento em todos os empreendimentos entregues pela Massai.