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“Entendemos nosso papel de sermos parceiros das empresas no trabalho em prol da eficiência energética”

30 de abril de 2015

Levantamento feito pelo setor de engenharia da Energisa e repassado aos industriais paraibanos em recente reunião realizada na sede da Federação das Indústrias, mostra que 1.295 empresas (77,3%) do setor da Energisa Paraíba (antiga Saelpa) estão pagando tarifas mais cara devido à desatualização de seu contrato de demanda em alta tensão. Ou seja, a conta está ainda mais onerosa. 

Frente à pasta há pouco mais de um ano, o diretor presidente da Energisa, André Theobald, marcou um ponto positivo em articular, junto aos empresários paraibanos, uma meta para melhorar a questão no Estado. “A empresa se sentiu honrada com a oportunidade de esclarecer as recentes mudanças promovidas no custo da prestação de serviço. De forma transparente, apresentamos a origem da crise que afeta do setor elétrico brasileiro”, disse em entrevista ao Paraíba Total. A reunião, que aconteceu na sede da Fiep, em Campina Grande, traçou um plano ação voltado a otimizar o consumo de energia nas indústrias na Paraíba. 

Além de demonstrar parceria com o setor, segundo André Theobald, até 2017, a Energisa irá investir algo em torno R$ 487,4 milhões na rede de distribuição, incluindo a construção de linhas e subestações.

Veja abaixo trechos da conversa.

Como foi o recente encontro do senhor com industriais em Campina Grande? 

A empresa se sentiu honrada com a oportunidade de esclarecer as recentes mudanças promovidas no custo da prestação de serviço. De forma transparente, apresentamos a origem da crise que afeta do setor elétrico brasileiro. O maior problema que o Brasil enfrenta é a falta de chuvas que reduziu o nível os reservatórios. Para garantir o fornecimento de energia para o sistema, foram acionadas as termoelétricas que tem um custo de produção muito mais alto. As distribuidoras, que não geram energia, arcaram com esse custo não gerenciável contraindo empréstimos que, agora, precisam ser quitados. Aqui na Paraíba, entendemos nosso papel de sermos parceiros das empresas num trabalho em prol da eficiência energética e da racionalização do consumo. Dissemos à classe empresarial que, mesmo com o aumento das tarifas que ocorreram em todo o país, a Paraíba continua a ser um estado com competitividade no fornecimento de energia para a indústria. E apresentamos um estudo que 80% das indústrias instaladas na Borborema e 77,3% instaladas no restante do Estado têm potencial para racionalização de consumo. Isso significa que elas podem economizar R$ 2,5 milhões ao ano na Borborema e 9,7 milhões no restante do estado, com o consumo de energia. Para ajudá-los a encontrar esses pontos de melhoria, a Energisa ofereceu aos empresários a realização de uma análise preliminar (Diagnóstico de nível 1) da planta industrial de cada um dos presentes na reunião. Com isso, todos ganham: o empresário com a redução dos custos do negócio, a Energisa com o dimensionamento correto do consumo e o estreitamento do relacionamento com a indústria, grande consumidora de energia e o Estado que terá uma indústria mais eficiente e rentável.

Quais os mais recentes investimentos da Energisa em sua estrutura no Estado? 

Desde a privatização, há mais de 15 anos, o Grupo Energisa investiu cerca de R$ 2,3 bilhões em obras de melhoria e manutenção do sistema elétrico da Paraíba, aprimorando, principalmente, a qualidade do fornecimento de energia para os paraibanos, e ainda expandindo a rede de distribuição, renovando a frota e qualificando mão de obra. Até 2017, a Energisa irá investir algo em torno R$ 487,4 milhões na rede de distribuição, incluindo a construção de linhas e subestações. Em 2015, a obra de maior porte é a construção Linha de Distribuição de Alta Tensão (LDAT) Santa Rita-Cabedelo, com 25 quilômetros de extensão. É uma obra de interesse coletivo, que segue os padrões urbanos para este tipo de empreendimento, e vai melhorar a qualidade da energia e a confiabilidade do sistema de distribuição. Nos últimos anos, a região metropolitana de João Pessoa vive um processo de crescimento acelerado, com ampliação de núcleos habitacionais, industriais e comerciais. A obra veio reforçar o sistema de distribuição de energia para torná-lo mais seguro e robusto nos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.

Mesmo com o alto custo, a Energisa tem investido pesado em tecnologia e comunicação com o objetivo de melhorar a qualidade no atendimento e nos serviços aos paraibanos. Quais os novos resultados percebidos pelo Grupo?

No ano passado, fomos reconhecidos como a melhor empresa de distribuição de energia do Nordeste pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica, alcançando 90,6% de satisfação no critério “Atendimento ao consumidor”. Nos últimos anos, investimos R$ 15,3 milhões na ampliação e modernização dos canais de atendimento para tornar ainda mais fácil, rápido e prático solicitar os serviços da Energisa. Além do atendimento por meio das redes sociais (Facebook e Twitter) e do aplicativo Energisa ON, a Energisa reformulou seu site. O novo portal conta com funcionalidades mais modernas e inovadoras, visual simples e conteúdos acessíveis. Duas grandes novidades são a Central de Ajuda, para esclarecer dúvidas do dia a dia, e um Simulador de Consumo, totalmente interativo e inovador, que permite calcular o valor aproximado do consumo residencial de energia elétrica (kWh). Este ano, implantamos o envio por SMS do aviso de desligamento programado que é quando a Energisa precisa suspender o abastecimento de uma região para realizar uma obra de manutenção ou modernização. Para usufruir desse e de outros serviços, o cliente só precisa manter seus dados cadastrais atualizados na Energisa. 

Na sua opinião, de maneira geral como a Energisa contribui para o desenvolvimento do Estado?

Quando a Energisa busca a excelência na prestação de serviço, estamos contribuindo para o desenvolvimento do Estado, pois essa excelência se traduz para o consumidor em qualidade e conforto. O Grupo Energisa tem 110 anos de existência e está na Paraíba para ficar, com o firme propósito de servir os clientes, estabelecer bons e sólidos relacionamentos e trabalhar para aprimorar a qualidade da prestação do serviço. Um exemplo recente desse nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado é a intervenção que estamos fazendo na iluminação pública da cidade de Bananeiras. A rede era antiga e ineficiente e para modernizá-la, estamos investindo R$ 1,6 milhão na substituição de lâmpadas de 807 pontos de iluminação por lâmpadas de LED, numa iniciativa inédita no Estado. A intenção é diminuir os gastos com consumo de energia e os índices de desperdício, aumentando a segurança e o conforto da população. Até o fim de maio, o trabalho deve estar concluído.

De que forma o senhor avalia o segmento de energia no que diz respeito às energias alternativas? O Nordeste, em especial, tem avançado no setor?

O Grupo Energisa apoia a geração de energia limpa e sustentável e desenvolve, em outros estados, projetos de geração por biomassa, solar e eólica. Na Paraíba, a empresa apoia a chamada “geração distribuída”, que é quando o cliente instala em sua residência um sistema de aquecimento solar e não consome toda a energia produzida. Já temos 17 clientes com projetos aprovados e implantados no Estado. Além de reduzir o consumo da sua residência, o consumidor ajuda a preservar o meio ambiente, adotando uma forma de geração limpa e sustentável.

O setor energético no Brasil vem passando por crise desde o ano passado. Na Paraíba, como a Energisa tem buscado não passar esse problema instantaneamente para o consumidor?

A Energisa mantém iniciativas que orientam o consumo consciente de energia, com dicas para reduzir o consumo, e ainda troca o lixo residencial reciclável, inclusive aparelhos eletrônicos, por descontos na conta de luz, através do projeto Conta Cidadã Energisa. Para o consumidor de baixa renda, a Energisa mantém promove a eficiência energética com a troca de lâmpadas e geladeiras antigas por equipamentos novos, mais econômicos. E ainda orienta sobre a concessão da Tarifa Social de Baixa Renda do governo federal que pode reduzir o valor do kWh em até 66%.

Qual o maior desafio da Energisa no Estado?

Nosso maior desafio é manter um bom relacionamento com nossos clientes, fornecendo informações com transparência, e nos aproximando cada vez mais, para atendê-los com mais agilidade e eficiência. Na verdade, a distribuidora de energia é uma parceira de seu cliente na busca por alternativas para um consumo mais consciente.