Aumenta número de empregados domésticos com carteira assinada em 2014
24 de abril de 2015
Um recente estudo da Fundação Seade da região metropolitana de São Paulo, verificou que percentual de empregados domésticos mensalistas com carteira de trabalho assinada aumentou de 38,6% em 2013 para 40,9% no ano passado. A parcela dos que contribuíram para a previdência social ainda é de 47,9%.
A criação de postos de trabalho em 2014 foi maior para vagas com carteira assinada (3,6%), enquanto o emprego para mensalistas sem carteira caiu 14,8%. O contingente de diaristas ficou praticamente estável em -0,7%.
A proporção de trabalhadores domésticos no mercado de trabalho foi de 6,5%, ou 634 mil pessoas, no ano passado. Desse total, 96,5% eram mulheres. A pesquisa mostrou ainda que houve drástica redução entre os funcionários que dormem na residência. Em 1992, eles representavam 22,8% do total de empregados domésticos, percentual que diminuiu para 1,7% em 2014.
A parcela de mulheres negras empregadas no trabalho doméstico cresceu nos últimos 15 anos. Em 2000, eram 49,1%, passando para 50,9% em 2012, para 51,4% em 2013 e chegou a 52,6% em 2014. Outra mudança no perfil dos empregados domésticos é o envelhecimento de quem atua no setor. Em 2007, jovens e adultos de até 39 anos respondiam por 48%. Em 2013, esse grupo caiu para 36,3% e, em 2014, diminuiu para 32,6%.
O rendimento médio real ficou relativamente estável para as mensalistas que têm carteira assinada (0,5%), com salário de R$ 6,59 por hora trabalhada. O rendimento aumentou, por sua vez, tanto para as diaristas (6,3%), que receberam R$ 8,56 a hora, quanto para as mensalistas sem carteira (14,1%), que tiveram ganhos de R$ 5,59 a hora.