Carência de engenheiros no Brasil eleva salários de profissionais
24 de fevereiro de 2015
Atualmente, no Brasil existe um déficit de 20 mil novos engenheiros para atender a demanda atual do País. Os dados são do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea).
Para verificar qual a remuneração média de 10 especialidades dentro desta carreira, o head de pesquisa e estratégia da Catho, Luis Testa, realizou um levantamento e detectou que essa carreira tem profissionais com remuneração inicial alta porque são muito especializados.
Os dados foram obtidos de informações passadas por empresas que oferecem vagas para engenheiros e também para profissionais já colocados no mercado. São eles:
Engenheiro de Poço/Completação – R$ 8.930,31
Engenheiro de Obras – R$ 8.470,02
Engenheiro de Petróleo – R$ 7.785,44
Engenheiro de Poço/Perfuração – R$ 6.762,07
Engenheiro Metalúrgico – R$ 6.727,75
Engenheiro Civil – R$ 6.707,49
Engenheiro de Produção – R$ 6.437,44
Engenheiro de Campo – R$ 6.408,65
Engenheiro Geológico / Cartográfico – R$ 6.135,34
Engenheiro de Processos – R$ 5.737,47
A Catho explica que essa é a média salarial dos profissionais de engenharia no País. “Nessa média incluem-se profissionais júnior, pleno e sênior. Ou seja, dependendo da posição do profissional dentro da área, a média pode ser maior. Mas a média geral é essa”, afirma.
O head afirma que as vagas de engenheiros são muito procuradas, mas o volume médio de posições ofertadas é maior. “Muitas pessoas podem ser formadas em engenharia, mas buscam outras vagas. Falta profissional desse segmento específico. A grande habilidade do engenheiro é solucionar problemas. A formação básica é voltada para isso. Acredito que esse seja o motivo de vermos engenheiros ocupando ótimos cargos em qualquer área”, afirma Testa.
Para o executivo, a falta de engenheiros é reflexo de dois fenômenos: O primeiro é que até pouco tempo não havia tanta demanda por engenheiros, e o segundo é que muitos engenheiros acabam trabalhando em funções desvinculadas da engenharia. “Esse cenário levará tempo para mudar, mas já vemos isso acontecer gradualmente”, analisa.
A procura por vagas ficou maior, especialmente em Engenharia Civil, onde está a maior parte dos formandos. “O Brasil tem investido em infraestrutura, estradas, transportes, tivemos as obras da Copa, o setor imobiliário viveu anos de grande aquecimento. Tudo isso nos fez ver que é preciso formar mais profissionais. As empresas tem um grande número de vagas.”
Segundo o Confea, o Brasil forma menos menos engenheiros (apenas 60 mil por ano) do que boa parte de países emergentes, como China (650 mil/ano), Índia (220 mil) e Rússia (190 mil).
O recorte dos salários foi feito a partir da 49ª edição da Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho que contou com mais de 480 mil respondentes em mais de 2.000 cidades do Brasil.