Oi vai reforçar atuação no Nordeste e aposta nos planos corporativos
18 de fevereiro de 2015
Assim como nos três anos anteriores, em 2014, a operadora Oi obteve seu maior crescimento no segmento empresarial no Nordeste. E, na Região, a maior expansão foi no Ceará. Segundo o diretor business-to-business – B2B da Oi, Maurício Vergani, o crescimento do Nordeste no ano passado foi duas vezes superior ao da região Centro Oeste, onde a operadora teve a segunda maior expansão.
“Já é o terceiro ano em que a região apresenta o maior crescimento do Brasil, mas, dessa vez, a diferença foi bastante relevante”, disse Vergani, sem citar o número fechado, pois o resultado de 2014 ainda não foi divulgado.
Para 2015, com a expectativa de baixo crescimento da economia brasileira, a operadora pretende reforçar ainda mais a presença no Nordeste por meio de ferramentas voltadas para empresas, sobretudo as pequenas e médias (PME). Cerca de 8% dos clientes da Oi, no setor de grandes empresas, está na Região.
De acordo com Vergani, a principal estratégia para este ano é melhorar o nível de serviços para as PME. “A gente entende que o negócio de telecom tem uma característica que é dar produtividade para uma empresa, que pode ajudar muito num momento de redução de investimento. A nossa aposta é em ferramentas de produtividade. Foi uma estratégia que deu certo para grandes empresas. Agora serão oferecidas para as pequenas”.
Home Office
Nesse sentido, a principal aposta da operadora é o Oi Smart Office, ferramenta recém-lançada pela companhia voltada para a gestão de trabalho remoto dos funcionários. Segundo Vergani, estudos feitos pela operadora indicam que uma empresa pode reduzir em cerca de 60% o custo com um funcionário que trabalha em casa.
“Ele produz mais e sua satisfação é maior. Então é bom para ele e para a empresa que precisa crescer nesse cenário”, ele diz. “Normalmente as funções de vendas e na área de administração são as mais fáceis de fazer (essa transição)”, ele diz.
A expectativa da Oi é chegar a 60 mil clientes da ferramenta apenas neste ano. “É um número agressivo, mas a gente acha que tem potencial, porque um grande desafio para o pequeno empresário é quando ele contrata um novo empregado, cujo custo é muito alto. E assim, você consegue reduzir esse custo fixo sem deixar de contratar”, diz Vergani.