logo paraiba total
logo paraiba total
[gtranslate]

Indústria de cerâmica vermelha da Paraíba faturou R$157 milhões em 2014

21 de janeiro de 2015

O ano de 2014 teve alguns percalços devido à Copa do Mundo e ao período eleitoral, que deixaram o setor industrial, incluindo a construção civil, com baixo rendimento. A indústria cerâmica vermelha também sofreu os impactos e faturou R$157 milhões no ano passado, rendimento que não era o esperado pelos produtores do setor.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica Vermelha da Paraíba (Sindicer-PB), João Gomes Neto, o melhor rendimento foi sentido somente no primeiro quadrimestre de 2014 e o mês de junho foi o período que registrou o menor volume de vendas e novos negócios no setor.

“Anualmente, junho já é um mês fraco e no ano passado foi pior por conta da Copa. O setor da construção em si teve uma baixa. Depois vieram as eleições e foi outro período fraco e em dezembro as construções deram férias coletivas. Tudo isso reduziu os custos das empresas e as nossas vendas”, explicou João Gomes Neto.

Para 2015, o presidente do Sindicer-PB espera novas oportunidades de negócios para a indústria da cerâmica vermelha e um melhor rendimento para os empresários. Em 2014, foram 629 milhões de peças movimentadas e 1,5 milhão de toneladas vendidas. Ao todo, o setor envolveu cerca de 20 mil pessoas em trabalhos diretos e indiretos.

Produtos sustentáveis não ameaçam produção

A indústria da construção civil tem contado com a aplicação de novas tecnologias para a produção de produtos com menos impacto ambiental, como os tijolos de concreto, utilização de isopor nas lajes e outros tipos de materiais que podem substituir a cerâmica vermelha nos canteiros de obra. Contudo, essas práticas de sustentabilidade não são temidas pela indústria da cerâmica vermelha.

De acordo com o presidente do Sindicer-PB, João Gomes Neto, o setor cerâmica tem se modernizado para produzir de modo sustentável, a exemplo de indústrias paraibanas que já utilizam madeira de reflorestamento durante a queima da cerâmica, e continua oferecendo produtos de baixo custo e melhor qualidade acústica.

“A maioria das indústrias de cerâmica vermelha está investindo em novas técnicas de sustentabilidade e buscando certificações. O setor cerâmico é o mais antigo no mundo, porém está sempre buscando se modernizar e esses produtos novos aumenta nossa competitividade no mercado. Mas, cada um tem sua competência e essa concorrência não nos assusta”, disse.