“Pela sua capilaridade, os Correios é parceiro natural das instituições públicas e dos governos, em todos os níveis”
9 de dezembro de 2014
Mesmo com a evolução tecnológica, com a chegada da internet, do e-mail, que reduziu significativamente as demandas de cartas e correspondências trocadas diariamente pela população em todo o país, o serviço prestado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos se mostra ainda de pé. E para tentar se manter e se essencial, os Correios ao logo dos anos realizaram parcerias com prefeituras e instituições financeiras, oferecendo a ferramenta de correspondente bancário, por meio Banco Postal, além de incrementar seus serviços de entregas rápidas, em função do aumento das demandas decorrentes do segmento de encomenda que a cada dia cresce mais, oriundos do e-commerce.
Na Paraíba, os Correios contam atualmente com 208 agências próprias, localizadas em 198 dos 223 municípios do Estado. Apenas 25 municípios ainda são atendidos por agências comunitárias. Em entrevista exclusiva ao Paraíba Total, o diretor regional dos Correios na Paraíba, José Antônio Trajano Vasconcelos, adiantou que ainda este ano, a cidade de Sousa terá uma nova agência, e que em 2015 outras cinco novas unidades serão inauguradas em variadas cidades paraibanas, a fim de que se dê andamento ao cumprimento da Portaria 566 do Ministério das Comunicações, que determina que até 2018, todas as sedes de município passem a contar com uma agência própria, bem como o serviço postal em todos os distritos com mais de 500 habitantes.
Ao longo da entrevista o dirigente, que está há três anos à frente dos Correios no Estado, destacou os últimos resultados atingidos pela estatal na Paraíba, e ainda de que forma ela tem contribuído diretamente para o desenvolvimento do Estado. “No ano de 2013 a DR/PB atingiu 94% da meta definida pela corporação, na ponderação dos indicadores relacionados aos temas citados acima. Em 2014, o resultado regional projetado até o mês de novembro está em torno de 98% da meta preestabelecida”, frisou José Antônio Trajano Vasconcelos acrescentando ainda que “Pela sua capilaridade e presença ativa, os Correios se apresentam como parceiro natural das instituições públicas e dos governos, em todos os níveis, se consolidando e ampliando em diversos setores, principalmente naqueles que necessitam de comunicação com as populações mais remotas”.
Confira demais trechos da entrevista:
Qual a maior missão e os maiores desafios dos Correios atualmente e como o órgão tem feito para superá-los nos dias atuais?
A missão da diretoria regional da Paraíba, como parte integrante dos Correios, acompanha sua missão: “fornecer soluções acessíveis e confiáveis para conectar pessoas, instituições e negócios, no Brasil e no mundo”. A diretoria regional tem como foco permanente a manutenção dos reconhecidos padrões de qualidade da corporação em território paraibano e como maior desafio a disponibilização em todas as localidades do Estado – a Paraíba, entre os Estados da Federação é o que tem a maior densidade de cidades – de pontos de atendimento e de entrega de objetos. Esse desafio, com o apoio da Administração Central dos Correios, vem sendo enfrentado com sucesso.
Qual a sua avaliação anual da atuação dos Correios na Paraíba?
A DR/PB, assim como as demais regionais, é acompanhada anualmente pela Administração Central dos Correios por indicadores representativos dos objetivos e metas corporativas, relacionadas ao custo da cadeia produtiva, ao desempenho e à qualidade operacionais (atendimento, tratamento e entrega), à gestão ambiental, à gestão de pessoas, à padronização de processos produtivos e à satisfação de clientes e usuários. No ano de 2013 a DR/PB atingiu 94% da meta definida pela corporação, na ponderação dos indicadores relacionados aos temas citados acima. Em 2014, o resultado regional projetado para este mês de novembro está em torno de 98% da meta preestabelecida.
Quantas agências dos Correios existem na Paraíba? Todos os municípios já são contemplados com agências?
Os Correios possuem, em todo o estado, 208 agências próprias, em 198 municípios. Além das agências próprias, existem 14 franqueadas, em João Pessoa e Campina Grande, e mais 119 agências comunitárias, que são agências implantadas em distritos com população igual ou superior a 500 habitantes e que funcionam através de parcerias ente os Correios e as prefeituras. Ainda existem 25 municípios que não possuem agência de Correios e que são atendidos por estas agências comunitárias. Este ano, iremos inaugurar uma nova agência no município de Sousa. Em 2015, a previsão é de inaugurarmos no mínimo cinco. Em 2011, a Portaria 566 do Ministério das Comunicações estabeleceu como meta a universalização dos serviços postais a serem cumpridas pelos Correios. Esta Portaria estabelece que toda sede de município deverá ter uma agência de Correios. Outra meta é estender o serviço postal a todos os distritos com mais de 500 habitantes, através das agências comunitárias. Até 2018, todas as sedes de município devem contar com uma agência própria.
Quais as principais demandas de serviços dos Correios no Estado? São semelhantes aos demais estados?
As principais demandas são decorrentes do segmento de encomenda (concorrencial), que a cada dia cresce mais, consolidando os Correios como principal operador, principalmente no caso de e-commerce. Há também uma forte expectativa com a aquisição de novas empresas e com a criação do Banco dos Correios em sociedade com o Banco do Brasil, onde deixaremos de ser um correspondente bancário para sermos efetivamente banco.
Como anda o quadro colaboradores dos Correios na Paraíba, principalmente nas agências do interior? São suficientes para desenvolver o trabalho?
Atualmente, possuímos um efetivo total de 1,6 mil funcionários, sendo 700 o número de carteiros. Estamos trabalhando em todos os municípios que atendem aos critérios para a realização do serviço de entrega postal básica (com população igual ou superior a 500 habitantes). Quando não se cumprem estes critérios, o atendimento é realizado pelas agências comunitárias.
Há previsão para realização de mais concursos dos Correios este ano ou ano que vem? Quais as outras áreas que mais precisam de reforço de profissionais?
A princípio, o novo concurso deverá ocorrer em 2015. O último concurso, em 2011, encontra-se vigente, com cadastro de reserva. A área administrativa deverá ser a prioridade deste novo concurso, principalmente por conta do desligamento de alguns funcionários através do PDIA (Pedido de Demissão Incentivada do Aposentado), realizado este ano.
Fale um pouco das parcerias desenvolvidas entre os Correios e outras instituições aqui no Estado, tais como bancos, como existe com o Banco Postal. Elas são viárias e agregam positivamente aos serviços já disponibilizados nas agências?
O Banco Postal é, sem sombra de dúvidas, uma parceria exitosa junto ao Banco do Brasil. Esta parceria será ampliada para podermos oferecer mais serviços financeiros, o que permitirá ao Banco Postal ampliar seu portfólio e estabelecer parcerias para que os clientes acessem novos produtos e serviços, tais como outras linhas de crédito, seguros, capitalização, cartões pré-pagos, consórcios, crédito rural, entre outros. Outras parcerias, a exemplo da que estabelecemos com a Valid, empresa fornecedora de cartões plásticos, sistemas de identificação e gestão de serviços gráficos, nos permitirá ampliarmos serviços como a certificação digital, além de podermos realizar a impressão descentralizada e emissão eletrônica de documentos. São parcerias importantes que ajudarão os Correios a se firmar frente aos desafios das novas tecnologias.
Existe algum projeto de reestruturação dos Correios na Paraíba? Caso sim, se em que estágio está?
Não. Até o momento, a empresa não sinalizou qualquer ação de reestruturação, mantendo o atual modelo de gestão e conformação geográfica.
Quais as ações de responsabilidade social desenvolvidas pelos Correios na Paraíba, além da campanha Papai Noel dos Correios? E quais as novidades para a edição da campanha deste ano?
Além do Papai Noel dos Correios, nós desenvolvemos também uma outra importante ação, que é o Concurso Internacional de Redação de Cartas, realizado todo os anos pela UPU (União Postal Universal). Os Correios participam voluntariamente, pois o concurso está alinhado a um dos Objetivos do Milênio, que é “Educação Básica de Qualidade para Todos”, da Organização das Nações Unidas (ONU). Para os Correios, além do incentivo à educação, o concurso deve promover o incentivo à leitura e à produção textual. Este também é um dos principais objetivos do Papai Noel dos Correios, pois também incentivamos a prática da escrita através das cartas feitas pelas crianças das escolas participantes. Nossa meta, este ano, é aumentar o número de adoções e fazer com que cada criança tenha o seu pedido atendido por um padrinho.
Do seu ponto de vista, que maneira mais geral os Correios também tem contribuído para o desenvolvimento do nosso Estado?
Pela sua capilaridade e presença ativa em todo o território nacional, os Correios se apresentam como parceiro natural das instituições públicas e dos governos, em todos os níveis. Além dos serviços tradicionais, na Paraíba essa parceria vem se consolidando e ampliando em diversos setores, principalmente naqueles que necessitam de comunicação com as populações mais remotas do Estado, a exemplo do pagamento do abono de Natal aos beneficiários paraibanos do Programa Bolsa Família.
Há quanto tempo o senhor está à frente da Direção Regional dos Correios e quais os principais avanços que poderia apontar em relação à sua gestão?
Há três anos que assumi a diretoria regional da Paraíba. Neste período, conseguimos melhorar substancialmente a rede de atendimento, através de reformas e ampliações, construções de novas unidades, climatização, novos mobiliários com ênfase na ergonomia, na padronização e investimentos em segurança destas unidades. Além do investimento na rede de atendimento, também demos prioridade a área operacional, criando novas unidades de distribuição e contratando, através de concurso público, mais de cem carteiros. Tais investimentos só conseguiram ser feitos através da melhoria no equilíbrio financeiro da regional, quando passamos a ter uma otimização na utilização dos recursos, priorizando investimentos que se revertam na melhoria do atendimento à população, afinal de contas, prestamos um serviço público essencial e que deve ser feito com qualidade e respeito aos que mais necessitam.