Vestuário mais caro reduz ritmo de vendas em João Pessoa
24 de novembro de 2014
O setor de vestuário confeccionado é um dos mais fortes na Paraíba em termos de vendas e vai movimentar em torno de R$ 1,5 bilhão por ano. No final de ano, o vestuário é a preferência de 83% dos paraibanos no ato de compra, mas o setor este ano amarga desaceleração. Um dos principais motivos é o preço das peças, que está mais alto e tem afastado os consumidores, que vêm comprando menos. Especialistas culpam a inflação, e alguns lojistas ainda estão evitando repassar o aumento por medo de queda nas vendas.
A professora Maria de Lourdes Alves afirmou que comprou bem menos roupas este ano do que no ano passado. A redução, segundo ela, se deu por causa dos preços das peças. “É visível que estão mais caras”. A técnica de laboratório Aline dos Santos disse que também diminuiu o ritmo das compras. “Acho que está mais caro. A gente compra porque tem que comprar, mas diminuir a quantidade”, contou.
Os filhos também são a preocupação da atendente de lanchonete Jaciara Lima, que contou que dá prioridade às crianças na hora das compras, evitando comprar produtos para si mesma. Jaciara contou que não deve comprar muito nesse final de ano, pois precisa guardar dinheiro para os compromissos que virão em 2015, que incluem a escola das crianças, IPTU, entre outros. “Tudo está mais caro. Tem que comprar menos, porque ano que vem tem matrícula, material escolar…”, comentou.
A gerente da loja Brunet, Jucélia Silva, afirmou que alguns lojistas aumentam os preços das peças no final do ano, porque sabem que essa é uma época promissora para as vendas, mas que essa não é uma prática adotada em sua loja. “Aqui o preço é o mesmo o ano todo”, disse.
Já Raianny Claudino, gerente da loja Item 3, afirmou que as peças da loja passaram sim por um pequeno reajuste. “Acho que uns 3%, 5% no máximo, não foi nada exorbitante”, disse. A gerente afirmou, no entanto, que o aumento não foi opção da loja, uma vez que as peças já vieram mais caras do fornecedor. “A gente não tinha como não aumentar”, justificou.