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Concessionárias visam elevar vendas de veículos no final do ano

30 de outubro de 2014

O estímulo ao crédito automotivo ganhou um aliado nesSa quarta-feira (29) com a assinatura do Acordo de Apoio de Final de Ano às Concessionárias, assinado por bancos e empresas do setor, que tentam diminuir as perdas de 8,7% nas vendas em relação a 2013. Assinaram o acordo, que prevê condições especiais de financiamento de veículos, a Caixa Econômica Federal, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e o banco PAN.

As linhas de crédito podem começar com 0,93%, para correntistas da Caixa, e 0,99%, pelas linhas de crédito do banco PAN (cuja Caixa detém 50%). Cerca de 70% dos veículos comercializados no Brasil são adquiridos via financiamento.

Os porcentuais dependem da análise de risco do consumidor que terão acesso direto ao crédito, e às linhas especiais que funcionam dentro do acordo, nos bancos e também no Salão Auto Caixa, que ocorre no começo de dezembro.

“A expectativa é que as vendas se aqueçam com esses estímulos e no Salão Auto Caixa. Acredito que os negócios cheguem a R$ 1,6 bilhão nos dois últimos meses deste ano. Dessa forma, esperamos reduzir estoques e baixar as perdas para um intervalo entre 7% e 7,5%”, ressaltou Flavio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Estrategicamente, a Caixa quer elevar sua participação no mercado de crédito automotivo. “Hoje somos responsáveis por 10% desse tipo de financiamento, mas queremos ganhar parte do espaço ocupado pelos bancos das montadoras”, explica Fábio Lenza, vice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa.

O presidente da Fenabrave destacou que outro reforço deve vir do fato de o Governo Federal passar a cobrar integralmente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – o que deve atrair mais consumidores antes do fim do ano.

Questionado sobre a possível prorrogação da redução do IPI, o presidente da Fenabrave foi taxativo. “É líquido e certo que o IPI voltará a ser cobrado em janeiro. Conversei ontem com o Ministério da Fazenda e essa ação não deve ser prorrogada novamente”, explicou Meneghetti da Fenabrave.

Os estoques do setor estão altos e essa é uma preocupação das empresas. “Atualmente, os estoques de automóveis leves estão em 51 dias [de pátio], quando o ideal é que fiquem entre 25 e 30 dias. Com esse acordo, a expectativa é que baixemos para o intervalo entre 35 e 40 dias”, informou Meneghetti.