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Após 2 meses de alta, emprego na indústria recua 0,3%

12 de junho de 2014

Após dois meses com taxas positivas, o emprego na indústria caiu 0,3% em abril deste em relação a março na comparação livre de influências sazonais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nessa quarta-feira (11). Em relação a abril do ano passado, o recuo foi de 2,2%.

Nos quatro primeiros meses do ano, o indicador também aponta retração. De janeiro a abril deste ano, houve queda de 2% na taxa de trabalhadores na indústria. No acumulado dos últimos 12 meses até abril, o recuo é de 1,5%.

Locais

O principal impacto negativo no índice foi registrado em São Paulo, onde houve queda de 3,3% no número de trabalhadores na indústria. Segundo o IBGE, o recuo no emprego industrial ocorreu em 11 dos 14 locais pesquisados.

Além de São Paulo, pressionaram o índice para baixo resultados negativos no Rio Grande do Sul (4,6%), Paraná (3,7%) e Minas Gerais (2,2%). Por outro lado, houve aumento na oferta de emprego em Pernambuco (4,4%) e na região Nordeste (0,3%).

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2014, o impacto negativo no índice ocorreu, principalmente, em São Paulo (3,1%), Rio Grande do Sul (4,1%), Paraná (3%), Minas Gerais (1,6%) e Região Nordeste (0,7%). Já Pernambuco (2,6%) e as regiões Norte e Centro-Oeste (0,3%) registraram alta no período.

Em abril, setorialmente, o emprego industrial registrou taxas negativas em 14 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para pressões negativas dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (10,4%), calçados e couro (8,5%), produtos de metal (7,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7%). No sentido contrário, o principal impacto positivo no mês foi observado nos ramo de alimentos e bebidas (1,2%).

Rendimento

Apesar da queda no emprego, a folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 0,7% em abril, após assinalar recuo de 2,3% em março e crescer 1,5% em fevereiro.

Na comparação com abril de 2013, o crescimento real foi de 0,9%, quarto resultado positivo nesse indicador. No acumulado no primeiro quadrimestre de 2014, o avanço no valor da folha de pagamento da indústria avançou 1,8% e reverteu a queda de 0,7% do último quadrimestre de 2013.

Já o índice acumulado nos últimos 12 meses até abril registrou expansão de 1,2%, mostrando perde de ritmo frente aos resultados de janeiro (1,6%), fevereiro (1,5%) e março (1,4%).