Areia festeja 168 anos de emancipação política neste domingo (18)
18 de maio de 2014
Patrimônio Histórico Cultural Brasileiro e conhecida pelas suas belas riquezas naturais e pelo clima europeu, a cidade de Areia, localizada na Microrregião do Brejo Paraibano e a 130 Km da Capital, festeja neste domingo (18), seus 168 anos de emancipação política. Fundada vila em 1818, e somente elevada à categoria de cidade em 1846, Areia conta com uma população estimada de 26.569 habitantes (IBGE de 2010), distribuidos em sua área territorial de 269 km², composta de diversas fontes e balneários aquáticos.
Considerada “A terra da Cultura”, uma vez que é berço de filhos ilustres como do pintor Pedro Américo; do escritor e importante político nacional e ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida; do primeiro arcebispo da Paraíba, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques; do músico erudito, Abdon Felinto Milanês, e um dos seus desbravadores, Pedro Bruxaxá; além do fundador do Jornal A União, Álvaro Machado.
Entre suas riquezas culturais estão ainda o Museu de Pedro Américo, o Theatro Minerva (primeiro da Paraíba) a Centenária Banda Filarmônica, os grupos Cênico e de Recreio Dramático de tradições Folclóricas “Moenda” (com destaques nacionais e internacionais ainda ativos na cidade) e o Museu da Rapadura, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, conhecida internacionalmente por seu incomparável sabor, produzida em seus 28 engenhos ativos, além dos 102 desativados.
Em Areia podem ainda ser destaque: A Gameleira (majestosa árvore centenária erguia-se no centro da cidade), a fonte de água potável do Quebra, o hidro-motor Salviano (invento do areiense, Antonio Salviano de Salviano, que revolucionou o mundo da mecânica no país), as Execuções na Forca (único município da PB onde a forca se ergueu e funcionou, não para executar presos políticos, mas para presos comuns, condenados à morte pela justiça local). Ela foi também a primeira cidade da Paraíba a usar o jornal impresso.
Além de seu clima peculiar ambiental e humano e de seu potencial de efervescentes movimentos culturais, com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão.
A campanha abolicionista no município, que foi a principal civilização do Alto Brejo paraibano até o início do século XX, libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888. Areia participou ativamente ainda das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873.
Nos dias atuais a localidade também ainda atrai turistas em várias datas do ano durante a realização ou mesmo inserção em eventos como o Caminhos do Frio – Rota Cultural (em Julho), o Festival de Artes de Areia (em Setembro), o Festival Brasileiro da Cachaça e Rapadura, conhecido como o Bregareia (em Setembro), o Encontro de Bandas Marciais (em Novembro), a Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição (em Dezembro), a Festa Literária – Letras e Luzes da Serra (em Dezembro), o Carnaval Tradição (em Fevereiro) e o São João Tradição (em Junho).