Indústria nacional de vinho comemora bons resultados de 2013
7 de março de 2014
No início de 2013, a indústria nacional de vinhos vivia um quadro desalentador — com alta carga tributária, de 57,86%, e a concorrência acirrada dos importados. Para diminuir as perdas, algumas vinícolas gaúchas entraram no ramo da importação, engarrafando parte de sua produção nos países vizinhos do Mercosul. Com a alta do dólar, a partir de meados do ano passado, e a diversificação de sua linha de produtos, a indústria nacional de vinhos retomou o rumo do crescimento.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as vendas de suco de uva — produto que vem substituindo gradativamente o vinho de mesa na linha de produção — aumentaram 40% em 2013. As vendas gerais do setor também subiram: 10% no ano passado, sobre 2012. E as expectativas para 2014 são bem positivas.
As vendas de vinhos finos nacionais avançaram 7% em 2013, enquanto as de espumantes aumentaram 7,7%. No ano passado o setor faturou R$ 1,8 bilhão, contra R$ 1,2 bilhão em 2012.
O consumo de sucos está em franca expansão no país por causa do aumento do poder aquisitivo da população e da busca de um estilo de vida mais saudável.
Os produtores nacionais de vinho têm substituído a produção de vinho de mesa, de baixo valor agregado, pela produção de suco de uva, embora o consumo de vinhos de mesa também tenha crescido 3,1% em 2013.
A comercialização dos espumantes nacionais registrou uma média anual de crescimento de 10% na última década, superando a questão da sazonalidade, já que a bebida era tradicionalmente mais consumida nas festividades de fim de ano.
Atualmente, 80% dos vinhos finos comercializados no país são importados. Já os espumantes brasileiros dominam o mercado nacional, com 75% de participação. O consumo médio de vinho no país é de 2 litros per capita, enquanto a média mundial é de 4 litros. Para efeitos comparativos, no Uruguai e na Argentina o consumo médio é de 25 litros, no Chile, de 18 litros, e na França, de 60 litros.