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Baixo Tambaú atrai moradores e turistas e movimenta economia da Capital

16 de fevereiro de 2014

Um dos locais mais procurados por turistas e moradores de João Pessoa em busca de boa comida e boa música, o corredor gastronômico conhecido como Baixo Tambaú, localizado na zona leste da cidade, no bairro do Tambaú, é, de fato, o point. Por lá, concentra-se diversos bares, restaurantes e casas noturnas da Capital.  A região reúne estabelecimentos fora da orla, como o restaurante português Adega do Alfredo, o italiano Divina Itália, o japonês Ippon, além de bares como o Empório Café, especialista em drinks e musica eletrônica e o Atol Music Bar, com banda de rock e blues, entre outros.

De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Paraíba (Abrasel-PB), a área possui mais de 50 estabelecimentos ligados ao setor da gastronomia. “Sob o aspecto cultural e gastronômico, a região movimenta e contribui para a economia local nos últimos 30 anos”, afirmou o presidente da Abrasel-PB, Marcos Mozzini.  

Mais do que simplesmente explorar as praias e outros cartões postais da cidade, a passagem pelo Baixo Tambaú também atrai o turista que busca uma experiência na vida cotidiana dos paraibanos. O proprietário do Bistrô Bar e Restaurante, especializado em gastronomia contemporânea, Glauber César, assegura que durante os cinco anos em que o seu estabelecimento está presente na área, há um aumento crescente. “Tanto turistas quanto os moradores migram para essa região em busca de um cardápio mais elaborado”, acredita.  

Com sete meses no local, a franquia da Cervejaria Devassa se instalou no Baixo Tambaú devido ao direcionamento de consultores da marca, que observaram o potencial da área pela presença de outras franquias no local e pelo polo turístico atuante, explicou o proprietário da cervejaria, Waldyr Lima. “As diversas opções que são encontradas no Baixo Tambaú é que enriquecem e movimentam o turismo do local. Por isso, cada novo estabelecimento que surge atua como parceiro e valoriza ainda mais a área”, completou.

A Empresa Paraibana de Turismo, a PBtur, principal órgão de promoção do Estado, acredita que a área, como concepção turística, também está consolidada. “O Baixo Tambaú, a antiga Feirinha’, não existe como polo estruturado, mas ele existe no inconsciente coletivo das pessoas desde os anos 80. Os bares e restaurantes ali concentrados são muito prestigiados pelos pessoenses e atrai turistas também, o que é ótimo para os empresários e para a cidade”, destacou a presidente do órgão, Ruth Avelino.

Projeto para infraestrutura

No mês de dezembro de 2013, a Abrasel-PB registrou um crescimento do setor de 5 a 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas a expansão da área vem acontecendo de forma desordenada e sem orientação, segundo o órgão. Diante do problema, Marcos Mozzini adianta que a Abrasel-PB tem planos para a organização e crescimento da região. “Estamos com um projeto piloto para valorização deste corredor gastronônico e turístico da nossa Capital, onde sugerimos ao poder público uma parceria público-privada para transformar o local em um polo organizado”, adiantou o presidente. A proposta prevê, por exemplo, incentivos na área de segurança, como a melhoria da sinalização e a criação de ciclovias.

A Secretaria de Planejamento (Seplan), responsável pela articulação e promoção de políticas públicas para o desenvolvimento do município de João Pessoa informou, por meio da assessoria de imprensa, que o secretário Rômulo Polari está a par do projeto e aguarda a sua apresentação pela Abrasel-PB.

Para Ruth Avelino, mesmo com os problemas encontrados na região do Baixo Tambaú, a iniciativa é positiva, visto que boa parte da gastronomia noturna e de qualidade da cidade está localizada fora da orla. “Os problemas urbanos existem, como trânsito, moradores de rua a drogas, e alguns são difíceis mesmo de se combater. É assim em diversos lugares do mundo. Mas acredito que, com o aumento dos estabelecimentos no Baixo Tambaú, inclusive com a vinda de franquias, a situação tende a melhorar por meio de iniciativas público-privadas, principalmente”, avaliou a presidente da PBtur.