Poupança retoma vantagem sobre fundo de renda fixa com Selic em 10,5% ao ano
16 de janeiro de 2014
Com o novo aumento do juro básico (a Selic) nessa quarta-feira (15) para 10,5% ao ano, a poupança retoma vantagem sobre o rendimento médio de fundos de renda fixa –que havia sido parcialmente perdida na última elevação da taxa, em novembro de 2013, para 10% ao ano.
A projeção abaixo, da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), considera o novo juro básico. O grande benefício para a poupança agora é a TR (Taxa Referencial), que está mais alta. A projeção da Anefac é de taxa média de 0,09 ponto percentual em janeiro.
A TR é calculada com base no juro básico e no número de dias úteis de cada mês. Quanto maior o juro e mais longo o mês, maior a taxa.
Os fundos de renda fixa com taxa de administração de 2% ao ano, que passaram a ganhar da poupança em resgates a partir de um ano quando a Selic subiu para 10% ao ano, voltaram a perder da caderneta.
A poupança também voltou a ganhar dos fundos de renda fixa com taxa de administração de 1,5% ao ano em resgates até um ano e a empatar em resgates entre um ano e dois anos. Antes, empatava para resgates em até seis meses e perdia nas demais situações.
Só ganham sempre da poupança, independentemente do prazo de resgate, os fundos com taxa de administração de até 05% ao ano. Esses produtos costumam exigir aplicação mínima de R$ 50 mil. Os que cobram 1% ao ano, em torno de R$ 25 mil. E os com taxas partir de 1,5% aceitam valores menores.
Vale destacar que, ao longo de 2013, os fundos de renda fixa com foco em títulos públicos prefixados, cuja taxa de retorno é definida no momento da compra, foram prejudicados pelo cenário de aumento do juro básico.
Muitos deles sofreram no ano passado com a chamada marcação a mercado, que atualiza diariamente o valor do título pela diferença entre a taxa de juro do momento e a de emissão do papel.