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Nova tabela do IR aumenta cobrança de impostos sobre salários

26 de dezembro de 2013

Pelo 18º ano seguido, a tabela do Imposto de
Renda (IR) será corrigida abaixo da inflação em 2014. A defasagem,
que deverá fechar esse ano próxima de 66%, faz com que o
Fisco chegue ao bolso de cada vez mais brasileiros, consumindo os seus
novos rendimentos. Essa discrepância ainda se soma ao aumento do salário
mínimo, também superior à correção da tabela. No próximo ano, o mínimo será elevado para R$ 724,
uma alta de 6,78% ante os R$ 678 atuais
.

A tendência pode ser observada desde 1996, quando
houve o congelamento da tabela do IR, que durou até 2001. Nos anos seguinte,
todos os reajustes que ocorreram foram inferiores ao Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA).

O resultado disso é o aumento da tributação sobre o
assalariado. Em 1996, a isenção do imposto beneficiava quem recebia até 6,55
salários mínimos, segundo levantamento da consultoria Ernst & Young. Em
2014, essa relação despencará para 2,47. Assim, brasileiros antes
isentos por causa da baixa renda vão paulatinamente ingressando na condição de
contribuintes.

 Base de cálculo mensal (R$)

 Alíquota (%)

 Parcela a deduzir do imposto (R$)

 Até 1.787,77

 ——–

 ———-

 De 1.787,78 até 2.679,29

 7,5

 134,08

 De 2.679,30 até 3.572,43

 15

 335,03

 De 3.572,44 até 4.463,81

 22,5

 602,96

 Acima de 4.463,81

 27,5

 826,15

Novos valores

A última correção automática da tabela entra em
vigor a partir de janeiro e elevará em 4,5% as faixas de cobrança – contra
uma inflação de 5,85% em 2013, pelo IPCA-15. O porcentual de 4,5% é o
centro da meta de inflação definida pelo governo, mas o avanço dos preços no
País segue bem acima desse patamar desde 2010.

As novas faixas do IR (veja a tabela
acima) já serão deduzidas na folha de pagamento em 2014 e valerão
para a declaração do IR de 2015. Pela nova tabela, passam a ser dispensados do
pagamento do imposto os empregados que recebem até R$ 1.787,77. Atualmente,
o tributo não é cobrado de quem ganha até R$ 1.710,78.

A alíquota de 7,5% passa a ser aplicada para quem
receber entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. Já o desconto de 15% passa a ser
aplicado sobre a faixa salarial de R$ 2.679,30 até R$ 3.572,43. A alíquota
de 22,5% valerá em 2014 para quem recebe salários entre R$ 3.572,44 e
4.463,81. Por fim, a alíquota máxima, de 27,5%, vai incidir sobre
vencimentos superiores a R$ 4.463,81.