Bancos devem bloquear compras em reais no exterior em setembro
23 de agosto de 2013
Bancos como Itaú e Bradesco passarão a bloquear, em setembro, a conversão imediata para a moeda nacional, transferindo para o consumidor o risco de uma possível alta no câmbio ao pagar a fatura do cartão.
As compras pelo sistema Dynamic Currency Conversion (DCC) – que permite transações em reais no estrangeiro – obrigam atualmente os emissores de cartões no Brasil a assumir os custos da variação cambial futura, já que eles devem liquidar a operação na moeda estrangeira.
Algumas operadoras decidiram abandonar o sistema. As bandeiras Visa, Mastercard e Visa Electron já iniciaram uma divulgação nos estabelecimentos que utilizam o DCC em outros países, para que os brasileiros façam compras somente em moeda estrangeira.
Sugerida aos bancos pela Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) por meio de uma normativa, a mudança é facultativa, e deve ser divulgada aos clientes com 30 dias de antecedência.
“A compra era feita em reais, mas o consumidor recebia a fatura em dólares e com a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), obrigatória em operações no exterior. Isso gerou muitas reclamações em órgãos de defesa do consumidor”, argumenta o diretor-executivo da Abecs, Ricardo Vieira.
Outras formas de pagamento
Quem não quiser arcar com o risco de uma escalada do dólar entre o momento da compra e o pagamento da fatura – que pode chegar a 40 dias – pode optar por formas alternativas de pagamento no exterior. Uma delas é o cartão pré-pago, oferecido em casas de câmbio e operadoras.
Com ele, o consumidor já carrega o cartão na moeda estrangeira antes da viagem, e pode utilizá-lo como débito ou sacar o valor em caixas eletrônicos durante a viagem.
Outra vantagem dos pré-pagos é que eles cobram IOF de 0,38% sobre as compras, enquanto a taxa do cartão de crédito é de 6,38%.
Quanto às compras em sites estrangeiros como a Amazon, que vende seus produtos na moeda nacional, o consumidor certamente estará sujeito à volatilidade do dólar.