Programa Proendividado tem início nesta segunda-feira (12) na Capital e em Campina Grande
12 de agosto de 2013
Um projeto implantado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa), pretende resgatar a autoestima dos consumidores endividados. Nesta segunda-feira (12), o Programa Proendividado começará a funcionar no Centro de Conciliação e Mediação de Campina Grande, no bairro da Prata, recebendo devedores, na tentativa de fazer com que essa adversidade seja sanada através de um acordo amigável.
De acordo com a presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Fátima Bezerra, a intenção é oferecer apoio ao cidadão que está passando por momentos difíceis e que, por isso, acabou contraindo dívidas que não estão sendo sanadas.
Ela informou que o trabalho em Campina será iniciado concomitantemente com João Pessoa, por meio de uma parceria com a Unipê. Neste caso, a partir também desta segunda-feira (12), funcionando durante toda a semana, das 8h às 11h e das 14h às 17h.
Conforme o diretor da Facisa, Dalton Gadelha, atualmente o Centro, um projeto construído para aproximar os estudantes da sociedade e instruí-los de forma prática, atende mensalmente cerca de 200 casos, e 80% são resolvidos através de conciliações. “Quem sabe, com esse novo projeto, não possamos aumentar essas conciliações para quatro mil ou seis mil, ao ano? Esta já é a terceira parceria que a Facisa formou com o TJ e que é de extrema importância, porque pretende retirar o cidadão de um risco que chamamos de morte civil precoce”, afirmou.
Conforme explicou a coordenadora do Núcleo de Atendimento e Conciliação do TJPB, Maria das Graças Guedes, o projeto vai além da resolução do problema, antes que ele se transforme em um processo judicial. “O trabalho também irá envolver assistência psicológica ao cidadão, que será orientado a como lidar com suas dívidas. O perfil desses devedores geralmente é de pessoas que acabaram se endividando por um problema de família, uma doença, um divórcio, enfim e eles precisam de apoio e ajuda. Para as empresas credoras, acredito que o melhor negócio é um acordo. Antes receber uma parcela da dívida do que nada”, comentou. Segundo a presidente do TJPB, as empresas que aderirem ao projeto, receberão, posteriormente, o selo Amigo do Cidadão. “É um trabalho em que toda a sociedade sairá ganhando”, frisou.