Cesta básica cai na Capital em julho, mas no acumulado do ano o acréscimo chega a 15%
7 de agosto de 2013
O preço da cesta básica caiu em julho nas 18 capitais pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), incluindo João Pessoa. A última vez em que houve recuo no preço em todas as localidades acompanhadas pelo órgão foi em maio de 2007.
Na Capital paraibana, a queda na cesta básica foi de 3,48%, mas no acumulado entre janeiro e julho deste ano, o acréscimo registrado foi de 15,85%. Das capitais do Nordeste, João Pessoa perdeu apenas para Aracaju, onde o aumento foi de 17,30%. Salvador acumulou 14,36%, Natal 13,34% e Recife 12,46%.
As menores variações acumuladas, por sua vez, foram registradas em Belo Horizonte (0,89%), Goiânia (2,34%), Curitiba e Brasília (ambas com 3,08%).
As retrações mais significativas foram registradas em Brasília (-8,86%), Florianópolis (-7,61%), Porto Alegre (-7,06%) e Goiânia (-7%). As menores variações ocorreram em Salvador (-0,18%), Vitória (-1,55%) e Manaus (-1,82%).
Segundo o Dieese, o menor salário pago em julho para atender às despesas de uma família deveria ser R$ 2.750,83, ou seja, 4,06 vezes o mínimo em vigor (R$ 678). Para chegar a esse valor, o Dieese leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser capaz de suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em junho, o mínimo necessário era maior e equivalia a R$ 2.860,21, ou 4,22 vezes o piso vigente. Já em julho de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.519,97, o que representava 4,05 vezes o mínimo de então (R$ 622).