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Crise das empresas aéreas recai sobre o bolso dos consumidores

2 de agosto de 2013

As passagens aéreas baratas com que os brasileiros se acostumaram nos últimos dez anos serão mais difíceis de encontrar. A crise financeira que assola as duas principais empresas do setor, a Gol e a TAM, é repassada aos poucos ao bolso dos viajantes. Em alguns trechos, os preços praticamente dobraram do início do ano até o mês de julho.

Entre os fatores que explicam o aumento do preço do bilhete, o mais expressivo é o câmbio. O dólar comercial subiu 10% neste ano, aumentando as despesas das empresas aéreas, principalmente com combustível.

Na tentativa de estancar os prejuízos, as companhias demitiram funcionários e diminuíram o número de voos. Em 2010, a malha cobria 137 destinos domésticos. Em 2011, caiu para 132. No ano passado foram 122. A TAM, responsável por 40% do mercado, afirma que a oferta foi reduzida em 12% nos últimos dois anos. A Gol, responsável por 36,7%, baixou sua oferta em 9%.

Competição

Até o momento, 14 secretários estaduais de turismo solicitaram à Secretaria de Aviação Civil a “abertura dos céus do país” para empresas estrangeiras, o que aumentaria a competitividade. “O nosso alerta é principalmente em defesa dos passageiros, os nossos turistas, que estão cada vez mais afastados da possibilidade de uma viagem doméstica pelo valor proibitivo dos bilhetes aéreos”, diz a carta.

Turbulência

O mercado brasileiro de aviação quase triplicou nos últimos dez anos, saltando de 30 milhões de passageiros em 2002 para 100 milhões em 2012. Na mesma década, o preço médio da passagem aérea nacional caiu mais de 40%, de acordo com a Anac.

No entanto, o dólar, as taxas aeroportuárias e os impostos impuseram perdas bilionárias (R$ 2,7 bilhões) para as duas maiores companhias em 2012.