Médicos paraibanos ameaçam parar atividades
26 de junho de 2013
O presidente do Conselho Regional de Medicina, João Medeiros, criticou a intenção do governo federal de contratar médicos estrangeiros para atuar no país sem a necessidade da revalidação do diploma. “É um equívoco trazer médicos de fora sem exigir a revalidação. O governo precisa reconhecer que há falhas na saúde pública, não são apenas os salários que desestimulam os médicos a trabalhar no interior, mas a falta de estrutura”, lamentou.
De acordo com o presidente do CRM, os governos não estão cumprindo com as políticas essenciais para o bom funcionamento da saúde. “Não há unidades de saúde bem equipadas, as estruturas físicas não são adequadas, os médicos não têm um Centro de Referência para encaminhar os pacientes com casos mais graves”, disse.
João Medeiros também questionou o fato do governo federal não exigir a revalidação do diploma. “Isso se chama reciprocidade. Um médico formado no Brasil que queira atuar em outro país precisa fazer uma prova e por que aqui tem que ser diferente? Não adianta trazer uma grande quantidade de médicos e não ter qualidade”, pontuou.
A discussão ganhou força na classe médica que tem manifestação marcada em Brasília para protestar contra a iniciativa do governo. Na Paraíba, o Conselho Regional de Medicina estuda a organização de uma mobilização contra a vinda dos médicos estrangeiros.
João Medeiros adiantou que um indicativo de paralisação nacional está pré-agendado e a categoria pode cruzar os braços no próximo dia 3 de julho para alertar o governo sobre o tema.