CBIC lança guia para orientar sobre norma de desempenho das edificações habitacionais
17 de abril de 2013
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, em parceria com a Caixa Econômica Federal, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Senai e o Banco do Brasil, lançou o guia orientativo para atendimento à Norma ABNT NBR 15575/2013 – Desempenho de Edificações Habitacionais, que estabelece os parâmetros para os projetos habitacionais e que entrará em vigor a partir do dia 18 de julho deste ano.
Para o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, o conjunto de normas é um marco na modernização tecnológica da construção brasileira e melhoria da qualidade das habitações, sendo um símbolo da parceria entre a iniciativa privada e os órgãos do governo. Ele ressaltou que esta é uma maneira nova de medir a qualidade do processo construtivo e que o consumidor padrões e conceitos como o de vida útil do material.
O presidente da ABNT, Pedro Buzatto, alerta que a norma estabelece padrões no que se refere à eficiência das edificações, bem como beneficia o consumidor que busca conforto, estabilidade, vida útil adequada da edificação, segurança estrutural e contra incêndios.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda observou que a norma vai permitir melhorar a produtividade da construção e a qualidade das habitações, algo que considera fundamental, considerando ainda que é um avanço no setor e que levará algum tempo no aprendizado dos novos parâmetros.
Composto de seis partes (requisitos gerais, para os sistemas estruturais, para os sistemas de pisos, para os sistemas de vedações internas e externas, para os sistemas de coberturas e para os sistemas hidrossanitários), o guia prático visa contribuir para a racionalização do consumo de materiais e dos processos construtivos. Além disso, ele será periodicamente atualizado com informações técnicas sobre produtos e a capacidade técnica-laboratorial implantada no país.
Cada parte da norma foi organizada por elementos da construção percorrendo uma sequência de exigências relativas à segurança (desempenho mecânico, segurança contra incêndio, segurança no uso e operação), habitabilidade (estanqueidade, desempenho térmico e acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade, conforto tátil) e sustentabilidade (durabilidade, manutenibilidade e adequação ambiental).