Produtores paraibanos serão beneficiados com projeto de aquicultura
25 de março de 2013
Cerca de 300 aquicultores paraibanos serão beneficiados com as ações do projeto “Aquinordeste”, coordenado pelo Sebrae Paraíba, que objetiva integrar e fortalecer a cadeia produtiva da aquicultura na região Nordeste. Na Paraíba, a iniciativa vai atingir 20 municípios, garantindo a competitividade e sustentabilidade ambiental da atividade.
De acordo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2010, a Paraíba produziu mais de 3 mil toneladas de pescado da aquicultura marinha e continental. Em 2008, o volume foi de 2,5 mil toneladas. Um crescimento de cerca de 20%. O analista técnico do Sebrae Paraíba e gestor do Aquinordeste, Jucieux Palmeira, disse que a apesar do período de estiagem que várias regiões paraibanas estão enfrentando, a produção aquícola tem apresentado boas perspectivas.
Aquicultura no Cariri paraibano – “Visitamos recentemente produtores de nove cidades do Cariri e todos estavam satisfeitos com o volume de produção e vendas. A tilápia está sendo comercializada, em média, por R$ 12 reais, o quilo. Os produtores tem uma margem de lucro relevante, o que mostra que a aquicultura tem contribuído para o desenvolvimento econômico de diversas regiões do Estado”, explicou.
Juciuex Palmeira ressaltou que o projeto, na Paraíba, está focado nas culturas de ostra tambaqui e tilápia. O gestor explicou que na região Nordeste a aquicultura está relacionada à produção familiar e associativista e é desenvolvida , na maioria das vezes, de maneira informal. “ Se a atividade for tratada de forma empresarial competitiva, ela será capaz de oferecer renda para os produtores em níveis relativamente superiores a maioria das atividade agropecuárias tradicionais”, disse o gestor.
Apesar do cenário promissor, a aquicultura paraibana, assim como a de todo o Nordeste, tem diversos desafios. De acordo com Jucieux, é necessária a organização e integração das cadeias produtivas, busca de licenciamentos ambientais menos onerosos, eficiente difusão de boas práticas de produção e a avaliação a campo de insumos. “Estas medidas contribuirão para impactos sociais e econômicos positivos na atividade”, destacou o gestor.