Mais de 96% dos turistas pretendem voltar à Paraíba, aponta pesquisa da Fecomércio
31 de janeiro de 2013

A beleza das praias, os pontos turísticos e a receptividade dos paraibanos são alguns dos itens que encantaram os turistas que vieram à Paraíba neste verão. Como prova da satisfação, 96,33% dos visitantes afirmaram que pretendem voltar ao estado. Mais que isto, 98,07% dos turistas estão dispostos a indicar a Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP) como roteiro turístico. Os dados integram a Pesquisa sobre o Desempenho do Turismo na Região Metropolitana de João Pessoa, a maior e mais completa análise do perfil do turista que visita o estado, desenvolvida há oito anos pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba.
De acordo com o estudo, 66,73% dos entrevistados tiveram suas expectativas correspondidas ao visitar o estado e para 29,59% estas expectativas foram superadas. Apenas 3,29% dos turistas tiveram expectativas abaixo do esperado. O turismo de lazer foi o responsável pelo maior número de visitantes, totalizando 63,14%; enquanto o turismo familiar respondeu por 32,84% das visitas.
Os dados mostraram que 36,94% dos entrevistados estavam visitando o estado pela primeira vez, resultado 4,52 p.p superior ao registrado no ano passado. A pesquisa também revelou que 63,06% já estiveram na RMJP pelo menos uma vez anteriormente, o que mostra um elevado grau de satisfação do turista. A pesquisa mostrou que o tempo médio de permanência dos visitantes é de nove dias.
O levantamento apontou também que 17,02% dos turistas que visitaram a RMJP também foram a outras cidades do estado. Campina Grande foi a mais procurada (40,91%), seguida por Patos e Guarabira (com 11,36% cada), Sousa (6,82%) e Areia (5,68%).
Entre as principais razões da escolha da RMJP como destino para o turismo de lazer está a beleza das praias, escolhida por 57,06%, e a visita a familiares ou amigos, citada por 44,87%. “É muito importante detectar os principais motivos que levaram os entrevistados a visitar a Região Metropolitana de João Pessoa, pois essas informações servem de subsídios para o planejamento setorial visando desenvolvimento do turismo”, afirmou o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Paraíba, Marconi Medeiros.
Um percentual de 19,99% dos turistas afirmou que tomou conhecimento dos atrativos da região através da internet. Por outro lado, a indicação de agências de viagens ficou com 2,71% das respostas e a propaganda e publicidade do estado com 10,90%.
Pontos mais visitados
O maior atrativo turístico da Paraíba apontado pelos visitantes são as praias. Eles destacam o fato da Paraíba possuir praias singulares, que ainda preservam a beleza natural. As mais visitadas foram Tambaú (79,50%) e Cabo Branco (76,40%), devido à localização central. Também foram citadas Coqueirinho (43,33%), Bessa (38,88%), Manaíra (36,17%) e Tambaba (31,72%).
Já entre os pontos turísticos, os mais destacados na pesquisa foram o pôr do sol na Praia do Jacaré (55,51%), Mercado de Artesanato (49,13%), Estação Ciência (47,97%), Farol do Cabo Branco (45,07%), Parque Solon de Lucena (42,75%), Hotel Tambaú (41,39%), Feirinha de Tambaú (38,97%) e o Centro Histórico (32,69%). É importante ressaltar que os entrevistados puderam citar vários pontos, por isso a soma ultrapassa os 100%.
Serviços Turísticos
Entre os serviços turísticos, a receptividade do paraibano (importante fator na satisfação dos turistas) foi destaque, aprovada por 94,13% dos entrevistados. A qualidade na hospedagem também obteve alto nível de satisfação com a aprovação de 88,79% dos visitantes. Assim como o atendimento no aeroporto (87,25%), comércio (85,56%), guia de turismo (81,28%) e serviços prestados por bares e restaurantes (78,87%), diversão noturna (78,56%) e preços cobrados nos bares e restaurantes (78,17%).
Apesar do bom desempenho nos serviços, a rodoviária de João Pessoa obteve o índice de 9,57% de insatisfação. Os turistas ofereceram sugestões para este serviço: melhorar os sistemas de ventilação, iluminação e som; aumentar o efetivo policial, principalmente no período noturno, e realizar uma reforma no prédio. Outros setores citados no conceito de “ruim” ou “péssimo” foram o atendimento de bares e restaurantes (5,23%) e os preços cobrados pelos mesmos (5,02%).