Micro e pequenos empresários participam de oficina de sustentabilidade em CG
30 de janeiro de 2013

O superintendente do Sebrae Paraíba, Júlio Rafael, participou da oficina “Subsídios para a sustentabilidade da matriz energética no combate à desertificação”, realizada parte no Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e parte no Ipsem, em Campina Grande, na última sexta-feira (25). O objetivo principal do evento foi discutir o “Projeto Eficiência Energética para Empresas Cerâmicas no Bioma Caatinga” e definir as estratégias de combate à desertificação.
A Oficina foi a primeira ação do projeto para reunir os coordenadores de programas relacionados com eficiência energética na Caatinga. Os participantes se comprometeram a construir uma agenda comum entre as instituições para otimizar o uso sustentável dos recursos florestais da região. Como uma das instituições parceiras, o Sebrae Paraíba poderá auxiliar na conscientização das micros e pequenas indústrias de cerâmica do Estado.
“Vamos pensar em desenvolvimento, mas sem esquecer da energia que esse processo consome. Notamos a importância de se lançar esse projeto na região Nordeste, que possui a maior parte do Semiárido”, disse Júlio Rafael. A representante da Fundação Parque Tecnológico (PaqTcPB), Thalita Brandão, apresentou o “Uso eficiente e racional dos recursos florestais da Caatinga”.
Segundo ela, o projeto tanto vai aplicar uma experiência de eficiência energética em empresas como vai gerar capacitação e assistência técnica para uso da biomassa nas empresas da Caatinga. “Na primeira fase do projeto haverá diagnóstico do local, capacitação dos envolvidos, assistência técnica para a realização do trabalho e eventos. Situações relacionadas ao manejo de pátio e fogo e a melhoria dos fornos e sistema de secagem são algumas das técnicas repassadas”, informou.
Thalita acredita que, em 20 meses do projeto, os resultados começarão a ser vistos. Já a capacitação empresarial será de 40 horas semanais, com teoria e visita técnica. Os gerentes e encarregados também participarão do projeto. Para a coordenadora do projeto, Aluzilda Janúncio de Oliveira, do PaqTcPB, os envolvidos no projeto buscam encontrar semelhanças entre as ações. “Articular uma agenda de colaboração para 2013 é o objetivo principal de atuação dos envolvidos no projeto”, acentuou.
A Oficina foi uma iniciativa do Departamento de Combate à Desertificação (DCD/MMA), em parceria com a Fundação Parque Tecnológico (PaqTcPB), através do Centro de Produção Industrial Sustentável (CEPIS). O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Serviço Florestal e a Caixa Econômica Federal, tem instrumentos de fomento, como o Fundo Clima, para promover a sustentabilidade da matriz energética das indústrias. Houve ainda a participação de representantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), do Campus Patos, SergipeTec, Serviço Florestal Brasileiro, Ibama, Fundação Araripe e da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará.
Vegetação – Dentre as iniciativas para a convivência com as estiagens, o uso sustentável da vegetação nativa para ofertar biomassa florestal na matriz energética e segurança alimentar aos rebanhos é uma solução. Associando a tecnologias de maior eficiência energética industrial, são alternativas de grande impacto para reverter o processo que se desenvolve nas áreas ameaçadas de desertificação do Brasil.