Varejo paraibano cresce 15,3% e lidera volume de vendas no Nordeste
16 de janeiro de 2013

A Paraíba fechou o mês de novembro de 2012 com alta de 15,3% no volume de vendas do varejo sobre igual período de 2011, maior taxa entre os estados do Nordeste, segundo Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Essa foi a segunda maior variação calculada no ano. Outubro segue à frente com um índice de 17,2%.
Com taxas de vendas mais fortes desde setembro, o comércio paraibano acumulou alta de dois dígitos de janeiro a novembro (10,1%) contra 9,5% até outubro.
Para o analista de varejo do Sebrae-PB, Fábio Jorge de Queiroz, o bom desempenho da Paraíba pode estar relacionado a uma série de fatores, entre eles a mudança de governo que aumentou a confiança do paraibano e o aumento real do salário mínimo.
“Esses fatos realmente refletem no varejo, mas é claro que também são constatados nos outros estados. Acho que o ponto principal que fez com que a Paraíba crescesse mais foi que nosso estado estava muito atrasado no que diz respeito ao comércio. O que aconteceu em 2012 foi uma reação, por isso qualquer fator novo conseguiu provocar uma variação considerável nos números”, opinou o especialista, lembrando ainda que o dinheiro público está sendo pago em dia no Estado “e isso acaba injetando dinheiro na economia”, disse.
O levantamento calculou ainda uma alta de 1,9% sobre o volume de vendas de novembro sobre outubro, o que deixou o Estado na quarta posição nacional, empatado com o Rio Grande do Norte.
Já o consultor de varejo Jairo Pontes destaca o fluxo de turistas no Estado, que se intensifica cada vez mais à medida que o final do ano vai se aproximando. “Além da entrada de recursos como o 13°, esse período acaba sendo muito propício para o varejo devido à presença de visitantes no Estado, que acabam deixando recursos aqui”, esclareceu, acreditando que as vendas permanecerão em alta até o Carnaval. “Depois disso, a tendência é que haja uma baixa no consumo, o que é natural após o pagamento de IPTU, IPVA, gastos com escolas, férias e outras despesas”.
Sobre os números de dezembro, que ainda serão divulgados pelo IBGE, Fábio estima que o incremento das vendas deve se manter no patamar atual. “Muita gente fez compras no final do ano, mas sempre poupando em virtude dos gastos dos primeiros meses do ano seguinte. Por isso não acredito em um número tão diferente dos percentuais de novembro ou de outubro, que deve permanecer como o mês de maior variação do ano”.
No país
No país, os números levantados pela PMC foram bem mais discretos. Em relação a novembro do ano anterior, a alta das vendas do varejo chegou a 8,4%, enquanto a variação sobre outubro foi de apenas 0,3%. De janeiro a novembro, o Brasil registrou um percentual de 8,9% sobre os primeiros onze meses de 2011.