Cariri e Seridó terão R$ 100 milhões para projetos de sustentabilidade
6 de dezembro de 2012

Promover o desenvolvimento sustentável do semiárido paraibano e tirar a população da linha de extrema pobreza são os objetivos do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri e Seridó (Procase), lançado na manhã de ontem pelo governador Ricardo Coutinho.
O trabalho, que deve ter vigência de seis anos, é fruto de uma parceria entre o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).
“Vamos investir quase R$ 100 milhões em renda agrícola, com foco na região do semiárido. Optamos por direcionar nossos esforços para os municípios de menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] do Estado, não apenas promovendo a inclusão social, mas dando ainda condições para que essas pessoas produzam cada vez mais e com maior qualidade”, pontuou o governador.
Um total de 55 cidades paraibanas estão nos planos do projeto, todas localizadas em cinco microrregiões paraibanas: Cariri Ocidental, Cariri Oriental, Curimataú Ocidental, Seridó Ocidental e Seridó Oriental. Segundo Ricardo Coutinho, 14 mil famílias, das 35 mil que habitam nas regiões, serão beneficiadas diretamente pelas ações, o que deve totalizar cerca de 170 mil pessoas atendidas. “Será um conjunto de ações integradas, com foco especial na inclusão produtiva, abrangendo a formação técnica e vocacional dos jovens, a melhoria da gestão dos recursos naturais, o que certamente ajudará esse povo a conviver bem com a estiagem, o incremento da capacidade organizacional desses trabalhadores, entre outros direcionamentos”, explicou, afirmando, ainda, que cerca de 80% dos recursos do projeto será direcionado para o desenvolvimento produtivo.
A coordenadora do Procase, Dirce Salete Ostroski, explica que as ações devem ter início de fato no mês de fevereiro, quando toda a parte burocrática já estará resolvida.
“Na próxima semana já devemos fazer um trabalho de visita às comunidades e de diálogo com as prefeituras e com os grupos de agricultores. A partir daí, iniciaremos o trabalho simultaneamente nas cidades”, comentou.