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Cooperativismo é tendência mundial para o crescimento do setor leiteiro

30 de novembro de 2012

-cooleite

A Paraíba tem potencial para a agropecuária e agora poderá desenvolver o setor leiteiro acompanhando a tendência mundial do cooperativismo. Cerca de 300 produtores de leite e derivados participaram do 2º Seminário da Cadeia Produtiva do Leite e Cooperativismo (Cooleite) em Campina Grande. Muitos painéis foram apresentados, com informações úteis para os micros e pequenos pecuaristas evoluírem juntos.
Um dos painéis do primeiro dia do Seminário foi sobre a Industrialização na Paraíba, apresentado pelo presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep), Francisco de Assis Benevides Gadelha. Com uma economia diversificada, o Estado se destaca na agropecuária, um dos três setores que movimentam o Produto Interno Bruto (PIB).
Outro painel, do sócio diretor da Leite & Negócios Consultoria, Raimundo Reis, foi sobre a Potência do Consumo do Leite no Nordeste. De acordo com ele, a produção de leite no Brasil vem crescendo desde 1990, mesmo com todos os problemas do setor com a estiagem. De cinco em cinco anos, a pecuária leiteira vem aumentando sua produção.
“A região nordeste consome lácteos mais do que no Sudeste do Brasil. Mesmo assim, o consumo ainda é baixo, porque a população procura mais no Nordeste o leite em pó do que leite de vaca pasteurizado. O empreendedor tem que notar que existe uma pré-disposição dos nordestinos para o consumo lácteo”, explicou. Raimundo disse que uma das oportunidades para os produtores será a promoção de um grande evento, o Interleite Nordeste 2013.
Gadelha também apontou algumas oportunidades. Segundo ele, o consumo mundial de leite e seus derivados deve crescer 30% até 2020, devido à urbanização, ao envelhecimento da população e ao desenvolvimento econômico dos países emergentes. A produção do leite deve acompanhar esse ritmo.
“Agregar valor aos produtos alimentícios é uma estratégia mundial. O nosso leite é o mais barato do mundo. Podemos avançar se agregarmos valor e tecnologia aos nossos produtos. O Brasil está com as barbas de molho e está observando as barbas dos outros países crepitarem em relação aos alimentos. Então vamos nos preparar para qualquer investida”, comentou.
Caprinos – A PB é o maior produtor de leite de cabra do Nordeste, com 15 mil litros por dia. Um dos painéis do Seminário mostra que o Estado atende apenas 10% da demanda do Nordeste. A tendência mundial para o crescimento da cadeia produtiva do leite é o cooperativismo e o associativismo.
Um dos diferenciais paraibanos é a agroindústria de laticínios com uma diversificada produção de leite pasteurizado, doce e iogurte. Outras oportunidades para o pecuarista nordestino é a transposição do Rio São Francisco, a integração entre empresas, centros de conhecimento e pesquisas, instituições financeiras e de apoio técnico e gerencial.