Artesãos paraibanos esperam realizar R$ 150 mil em vendas na Fenearte
10 de julho de 2012

Entre os cinco mil expositores da 13ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) estão 18 artesãos paraibanos que têm a expectativa de realizar R$ 150 mil em vendas no evento, o maior do setor na América Latina, que se realiza até o dia 15 deste mês numa área de 29 mil metros quadrados do Centro de Convenções de Pernambuco. A feira foi aberta na tarde da sexta-feira (6).
A Paraíba está presente no evento com dois estandes: um patrocinado pelo Governo do Estado em parceria com o Sebrae, e o segundo cedido pelo Governo Federal. Neste evento, o artesão paraibano Fábio Smith teve sua arte de cerâmica intitulada Jack Soul Brasileiro – representando o ícone paraibano Jackson do Pandeiro – selecionada para concorrer como melhor peça da exposição do Salão de Arte Popular. “Participamos da Fenearte desde 2003 e ao longo desses anos ganhamos vários prêmios. Esperamos levar este também”, disse Ladjane Barbosa, gestora do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP).
Artesãos independentes – Além dos dois estandes ocupados pelo PAP, a Paraíba está representada por artesãos independentes. Eles começaram no Programa, fizerem sua carreira no artesanato e hoje têm a oportunidade de adquirir um estande somente para suas peças num evento desse porte. Um deles é Roberto Hollanda, paraibano de Campina Grande, que trabalha primordialmente com cerâmica, mais ainda adorna suas peças com fibra, couro de peixe e de bode, resinas, folhas, entre outros materiais.
O trabalho atual de Hollanda se desenvolveu especialmente depois de seu mestrado. Hoje ele produz peças buscando representar três etnias marcantes na história brasileira: a negra, com a cor da cerâmica; a européia, representada pelos traços finos no rosto; e a indígena, mostrada com as vestimentas. Ele representou o Brasil na última feira de artesanato de Xangai, e já representou o país em feiras de artesanato na Alemanha, Espanha, França e Estados Unidos.
Outra expositora com estande independente na Fenearte é a paraibana de João Pessoa Virgínia Helena Maia, que trabalha com tecelagem manual e potencializa suas peças – como redes, capas de almofadas, colchas – com bordado, crochê, macramê e tricô.