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  • Setembro Amarelo: a importância de quebrar tabus e falar sobre a saúde mental

    Setembro Amarelo: a importância de quebrar tabus e falar sobre a saúde mental

    Realizada anualmente desde 2015, o Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio no Brasil, um problema de saúde pública que ainda enfrenta muitos estigmas. De acordo com o psiquiatra e professor da Afya Educação Médica, Caio Uehara, o suicídio é a quarta principal causa de morte entre indivíduos de 15 e 29 anos. “Esse dado alarmante reforça a necessidade de abordarmos o tema de forma adequada e sem preconceitos”, destaca.

    A campanha criada com o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e busca oferecer informações e recursos para que a população saiba como agir diante de situações de crise. Para Caio Uehara, a maior barreira ainda é o desconhecimento. “Existe aquele medo que congela e faz com que a pessoa pare diante de um indivíduo que está pedindo ajuda, e assim, por falta de informação, acaba não agindo”, afirma.

    Fatores de risco e sinais de alerta

    Entre os fatores que podem aumentar o risco de suicídio estão doenças físicas, como dores crônicas, transtornos mentais e situações de sofrimento intenso. Entretanto, Caio alerta que, embora relevantes, esses fatores não são determinantes isolados. “Não é porque eu sou homem, por exemplo, que vou cometer suícidio, mas o sexo masculino é um fator de risco”, explica o psiquiatra. Segundo ele, o sofrimento pode ser manifestado por meio de sentimentos de desesperança e desespero, muitas vezes disfarçados em comportamentos sutis.

    Sinais como isolamento, falas sobre ser um peso para os outros e perda de interesse pela vida são alguns dos principais alertas. “Essas são frases que no dia a dia acabamos não valorizando, mas são pequenos pedidos de ajuda que as pessoas fazem”, destaca Uehara. Mais de 90% dos suicídios têm alguma correlação com transtornos mentais. “É importante que a gente reconheça quando um indivíduo faz uma fala de desesperança e comecemos a olhar para ele como alguém que precisa de uma conversa, que pode ser bem efetiva”, ressalta.

    Sociedade e amigos

    A forma como o suicídio é tratado na mídia também é fundamental para evitar o efeito de propagação. O psiquiatra destaca que a abordagem deve ser cuidadosa e focada em informações que ajudem a prevenir o problema. “A mídia tem um grande papel em trazer os fatores que podem ajudar a gente a proteger as pessoas”, afirma o médico.

    Além disso, Uehara enfatiza a importância do apoio de amigos e familiares: “A maioria das pessoas que pensam ou chegam ao ato em si busca ajuda de alguma forma. E o que pode chamar a nossa atenção é a mudança de comportamento. Muitas vezes, na boa intenção, incentivamos a pessoa a sair de casa, fazer alguma atividade física, porém, ela já queria estar fazendo isso e não faz devido ao processo de adoecimento. É preciso ter cuidado nas falas. Reconhecer, ouvir sem julgar, acolher e, em seguida, buscar auxílio especializado são os passos fundamentais”. Ele também recomenda que em casos de emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve ser acionado para intervenção imediata.

    Desafios e avanços

    Nos últimos anos, o aumento de fatores estressores, como a pressão das redes sociais e o impacto da crise financeira, tem afetado a saúde mental de jovens e adultos. “O Brasil está entre os primeiros colocados em transtornos ansiosos e depressivos, atrás apenas de países em situação de guerra e regimes repressivos”, aponta o psiquiatra. Contudo, ele reforça que, com tratamento adequado e apoio especializado, é possível reverter esse cenário e salvar vidas.

    O passo mais importante, segundo o especialista, é buscar auxílio especializado de psicólogos e psiquiatras. “Esses profissionais vão trabalhar uma forma de solucionar esse trauma e com isso reduzir o sofrimento. Se o suicídio é uma forma desesperada de acabar com o sofrimento, quando tratamos, a vontade do indivíduo tirar sua vida também desaparece”, aponta.

    Para quem precisa de apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo telefone 188, chat ou e-mail. A iniciativa é um recurso importante para aqueles que buscam ajuda em momentos difíceis, reforçando a importância do diálogo e da escuta ativa na prevenção ao suicídio. Além disso, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) também oferece suporte fundamental para quem enfrenta crises emocionais ou transtornos mentais. Os CAPS oferecem acompanhamento especializado, tratamento contínuo e apoio psicológico gratuito para quem necessita.

    Caio Uehara acrescenta que o tabu é uma das maiores barreiras. “É a chamada psicofobia, por isso o Setembro Amarelo é importante. É importante. É preciso não ter vergonha e encorajar as pessoas a conversar abertamente, buscando auxílio especializado o mais rápido possível”, conclui.

  • Grau Educacional JP promove ações de saúde mental para alunos e comunidade

    Grau Educacional JP promove ações de saúde mental para alunos e comunidade

    No mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, conhecido como Setembro Amarelo, o Grau Educacional João Pessoa promoverá diversas atividades focadas na saúde mental, voltadas tanto para seus alunos quanto para a comunidade externa. Entre os dias 11 e 20 de setembro, acontecerão ações em diferentes pontos da cidade, com o objetivo de incentivar a reflexão, o cuidado com a saúde e o bem-estar.

    “Nosso objetivo é que tanto nossos alunos quanto a comunidade compreendam a relevância do cuidado com a saúde mental e saibam que é fundamental buscar ajuda quando necessário. Com essas ações, queremos reforçar que ninguém está sozinho nessa jornada”, disse Patrícia Fernandes, gestora do Grau Educacional João Pessoa.

    Nessa quarta-feira (11), os alunos do curso de Enfermagem participaram de uma ação especial no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. Eles organizaram atividades como pintura, dinâmicas de grupo e um “Dia da Beleza” para os pacientes, proporcionando momentos de cuidado e descontração aos internos.

    No sábado, dia 14 de setembro, às 9h, a comunidade está convidada para uma manhã de reflexão no Parque da Lagoa Solon de Lucena. Os alunos do Grau Técnico estarão presentes, aferindo sinais vitais e conduzindo discussões sobre a importância da prevenção ao suicídio e do cuidado com a saúde mental.

    Dentro da unidade, no dia 18 de setembro, será realizada uma palestra voltada aos alunos do Grau Educacional João Pessoa, abordando temas como a prevenção ao suicídio, o autocuidado e a importância de buscar ajuda profissional.

    Para encerrar as atividades, no dia 20 de setembro, às 17h30, o Grau Educacional promoverá uma ação solidária no Ponto de Cem Reis, no centro da cidade, em comemoração ao Dia do Cachorro-Quente. Serão distribuídos gratuitamente cachorros-quentes, além de serviços como cortes de cabelo, design de sobrancelhas, massagens e aferição de sinais vitais para a comunidade.
    Sobre o Grau Técnico – Maior rede de ensino técnico particular do país, o Grau Técnico é o carro-chefe do grupo Grau Educacional. Com 120 unidades, presente nas cinco regiões do País, o Grau Educacional oferece mais de 60 cursos nas áreas de saúde, tecnologia, indústria, gestão e negócios. Em João Pessoa, a unidade fica localizada na Avenida Princesa Isabel – 141, no Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, de 8h às 14h. Para mais informações, acesse @grautecnico.joaopessoa ou entre em contato no (83) 98728-7051.

  • Cerca de 40% dos médicos apresentam quadros de doença mental, aponta estudo da Afya

    Cerca de 40% dos médicos apresentam quadros de doença mental, aponta estudo da Afya

    Nova Lima, setembro de 2024 – A Afya, maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, apresenta os resultados do estudo “Qualidade de vida dos médicos”, desenvolvido pelo Research Center, núcleo de pesquisa da companhia. Com objetivo de identificar e mapear a saúde mental dos profissionais atuantes no mercado, os dados obtidos na edição 2024 indicam uma leve melhora em relação ao último ensaio realizado em 2022. Contudo, doenças como depressão, ansiedade e burnout continuam presentes em uma parcela significativa dos médicos.

    De acordo com o estudo, 39,8% dos médicos enfrentam algum tipo de doença mental, sendo que duas em cada três pessoas afetadas são do gênero feminino. Na faixa etária entre os 25 e 35 anos os dados também chamam a atenção: 49,6% dos profissionais desta idade sofre com doenças mentais.

    A pesquisa ainda revelou que cerca de 3,6% dos médicos já esteve internado para tratar alguma condição mental e precisou ficar afastado cerca de 5,1 semanas nos últimos 12 meses.

    “A proposta deste estudo é manter um panorama vivo e dinâmico sobre a qualidade de vida médicos e, a partir disso, incentivar a comunidade a criar soluções que deem suporte e acolhimento a este público. Ao compreender esse cenário, podemos promover um ambiente de trabalho mais saudável, prevenindo o esgotamento e assegurando a continuidade de um cuidado médico de qualidade para toda a população”, explica Eduardo Moura, médico e diretor de pesquisa do Research Center da Afya.

    Depressão, Ansiedade e Burnout

    O transtorno de ansiedade é o que mais acomete os médicos – 33,5% têm esse diagnóstico e 21,1% apresentaram os sintomas nos últimos 12 meses. Desses, 27,1% estão em tratamento e 6,4%, embora constatado o transtorno, não o tratam. As mulheres são as mais impactadas: quatro em cada dez médicas sofrem com a doença enquanto o percentual é de 25,1% para homens. Já 23,9% dos médicos relataram ter sintomas de transtorno de ansiedade, mas sem ter diagnóstico médico.

    Em segundo lugar no ranking das doenças mentais está a depressão: 22,1% dos profissionais já receberam esse diagnóstico, sendo que 19,9% tratam e acompanham com especialistas e 2,2% não tratam. Outros 17,1% apresentam sintomas, mas não têm diagnóstico e não tratam a doença. De acordo com o estudo, 22,4% dos profissionais detectaram a condição nos últimos 12 meses.

    O burnout aparece com 6,7% dos casos, e metade foram identificados nos últimos 12 meses. 2% dos médicos diagnosticados com a condição não fazem acompanhamento com especialista. Contudo, em uma avaliação mais ampla, mais de 50% dos médicos indicam já terem apresentado sintomas da doença, ainda que não tenham um diagnóstico fechado ou já tenham se curado da condição.

    Quase 20% dos médicos já foram diagnosticados com burnout no passado e 27,2% apresentam sintomas, mas não foram diagnosticados e não estão em tratamento. A carga horária elevada é o principal motivo destacado: médicos com diagnóstico de burnout trabalham em média 57,2 horas por semana, cerca de sete horas a mais do que a média geral.

    Médico, está tudo bem?

    O estigma associado às doenças mentais e a dificuldade de acesso a serviços de apoio frequentemente levam os médicos a evitar buscar ajuda profissional. O tema que ainda é tabu na sociedade, ganha força durante o Setembro Amarelo, mês dedicado ao cuidado com a saúde mental e à prevenção ao suicídio. Ciente desse cenário, a Afya lança nesta quinta-feira, 28, a campanha “Está tudo bem?” para incentivar médicos e estudantes de medicina a procurar por ajuda especializada.

    Durante o mês de setembro, médicos e alunos de medicina em todo o país terão acesso a uma nova funcionalidade nas plataformas digitais da Afya: o botão “Está tudo bem?”. Ao utilizar esse recurso, o usuário será direcionado para um mapeamento de saúde mental, que pode oferecer desde conteúdos sobre cuidados com a saúde e bem-estar até suporte médico e psicológico gratuito para aqueles que estiverem enfrentando dificuldades emocionais.

    “Precisamos quebrar o estigma das doenças mentais e humanizar a figura do médico como um ser humano que também enfrenta adversidades e indecisões ao longo da jornada. Tratar corretamente sintomas oriundos de condições mentais em desequilíbrio é uma etapa importante para uma vida mais equilibrada e saudável”, finaliza Moura.

    Metodologia

    A pesquisa quantitativa foi aplicada entre os dias 2 de julho e 6 de agosto de 2024 com um total de 2005 respostas. A margem de erro estimada é de 2 p.p. e o nível de confiança de 95%. A amostra contou com a participação de médicos de qualquer especialidade, independentemente do tempo de formação.

  • Do dia a dia à demissão: especialistas orientam sobre humanização nos processos e na convivência dentro do ambiente de trabalho

    Com a chegada do Setembro Amarelo, mês que aborda questões sobre saúde mental, muito se fala sobre ansiedade, depressão e estresse, e como podem afetar psicologicamente pessoas de todas as idades e classes sociais. No ambiente de trabalho, esses problemas também podem contribuir para a exaustão mental. 

    Como consequência, a falta de produtividade, o desinteresse pela rotina, a falta de energia para execução dos trabalhos, tristeza na convivência no ambiente de trabalho, além de  absenteísmo – ou ainda presenteísmo, que é quando o funcionário está na empresa, mas não rende nem consegue se concentrar. 

    Em dados divulgados pela Agência Brasil, apenas 18% das empresas brasileiras possuem algum programa voltado à saúde mental do colaborador. Em João Pessoa, a Construtora Massai, uma das cem maiores do país, tem se destacado como referência por sua abordagem humanizada no cuidado com seus colaboradores. A empresa realiza o programa Gestão Emocional, voltado para o bem estar dos colaboradores da sede e no canteiro das obras, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O programa acontece durante todo o ano, acolhendo e orientando de maneira individual e em grupos. “A Massai trabalha com seus colaboradores a conscientização da gratidão e valorização da vida. Durante todo o ano, realizamos conversas sobre o sentido de nossa existência e, por meio dessas dinâmicas e encontros, procuramos estimular o planejamento de viver, olhar para o futuro com entusiasmo e esperança. Além disso, também buscamos valorizar nossos colegas com a realização de aniversários, atividades nas praias, festividades que envolvem as datas comemorativas e diversas atividades de lazer”, pontuou Daniel Correia, gestor emocional responsável pelo programa. 

    Para o gestor emocional, o ponto de partida que as empresas precisam ter é saber olhar para o colaborador como um ser humano que possui pontos fortes, fracos e áreas de melhoria, mas, sobretudo, muitas virtudes e inspirações. “Acredito que um bom começo é a valorização. Elogios sinceros, reconhecimentos pessoais e públicos também, além da elaboração de uma programação, dentro da carga horária de trabalho, que visa o bem-estar por meio de dinâmicas, palestras motivacionais ou até mesmo planos mais específicos para o cenário daquela corporação. O importante é que seja sempre mantido o objetivo da comunicação e da ação, que é promover o equilíbrio para os seus funcionários”, disse. 

    “Empresas humanizadas tornam o ambiente de trabalho mais leve, adequado e também conseguem fazer com que o contratado tenha a vontade de estar ali, aumenta a produtividade, trabalham com alegria, excelência e comprometimento”, comentou Márcia Peixoto, gerente de Talento e Cultura da Massai. Márcia é formada em Psicologia, com atuação há 27 anos em Gestão de Pessoas e especialista em Psicologia Positiva. Para ela, abordando naturalmente os problemas e mostrar a disponibilidade da empresa para o tratamento de transtornos e problemas mentais, são caminhos importantes neste sentido. 

    As empresas devem dialogar e estar atentas a problemas, como falta de comunicação, situações de competição, líderes autoritários, ritmo de trabalho frenético, assédio moral, entre outros – inclusive na hora da demissão. “A pessoa passou por todo o processo de entrega e comprometimento dentro da empresa, que deve ser respeitado, e sua saída não deve ser feita de qualquer maneira. Precisamos respeitar tudo o que fizeram pela instituição em que atuaram, do começo ao fim. Deve ser um processo digno, para que o trabalhador se sinta bem, saia de cabeça erguida e consiga se recolocar o mais rápido possível no mercado”, orientou.

    Inspiração para o mundo – O programa Gestão Emocional, que já acontecia nas obras da Massai e na sede do Administrativo, ganhou a internet durante a pandemia e hoje acontece gratuitamente para o público em geral. Nas três primeiras sextas-feiras de cada mês, às 8h, Daniel Correia media lives com assuntos inspiradores, e traz convidados especialistas para debater os temas. “As lives também têm alcançado pessoas de diversas partes do Brasil com o objetivo de oferecer mensagens de fé e resiliência, transmitindo conforto e calma neste momento”, celebra Daniel. 

    Temas como vida espiritual, propósito, entusiasmo, produtividade e qualidade de vida já foram abordados. Os conteúdos ficam gravados e podem ser reassistidos no perfil  @massaioficial.

  • Campanha conscientiza sobre prevenção ao suicídio

    O mês de setembro marca a campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio, denominada Setembro Amarelo. A proposta é chamar a atenção para a importância de discutir e promover ações sobre o suicídio. O tema da campanha este ano é Se precisar, peça ajuda!

    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo. A entidade alerta ainda para os chamados episódios subnotificados, que podem chegar a mais de 1 milhão de casos anualmente.

    No Brasil, a estimativa é de 14 mil casos por ano, uma média de 38 suicídios por dia. De 2010 e 2019, o país registrou cerca de 112,2 mil mortes por suicídio.

    Ajuda

    Para as pessoas que querem e precisam conversar, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio por meio do telefone 188, além das opções chat e e-mail.

  • Setembro amarelo:Psicóloga explica relação das redes sociais com o suicídio

    Setembro amarelo:Psicóloga explica relação das redes sociais com o suicídio

    Psicóloga explica relação das redes sociais com o suicídio. Segundo o DataSus, plataforma do Ministério da Saúde que contabiliza os casos das principais doenças no país, em um levantamento feito no ano de 2020, o Brasil registrou 12.895 suicídios durante o ano. Um dos grupos que mais têm desenvolvido transtornos mentais, relacionados ao suicídio, é o público jovem. O uso excessivo das redes sociais é um dos fatores apontados para o problema.

    De acordo com Clara Fernandes, coordenadora do curso de Psicologia do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Campina Grande, a ideia de suicídio tem relação com a busca incessante por seguidores. “Via de regra, o jovem quer ser aceito pela sociedade, e ter mais seguidores nas redes sociais é uma forma que muitos buscam para essa aceitação”, explicou.    

    “Aqueles que se expõem mais nas redes sociais ficam mais suscetíveis a ataques de ‘haters’, e daí podem desencadear um transtorno psicológico. Além disso, muitos convivem e sofrem com o Bulliyng na escola, que pode ter continuidade do mundo virtual. Por isso, os pais e responsáveis precisam se atentar para esse comportamento dos filhos”, completou.     

    Clara ainda explica que os pensamentos suicidas se desencadeiam por fatores de natureza externa, e que são ignorados pela sociedade.  Dentre esses problemas estão dívidas, desemprego, morte de um familiar, abuso sexual na infância, divórcio, problemas amorosos, entre outros.  

    “Em geral, junto com o isolamento e a tristeza excessiva, o paciente costuma dizer frases negativas e de que se sente um peso e a vida não tem mais sentido. Quando esse comportamento se repete por muito tempo, é preciso ficar atento e orientar no sentido de procurar ajuda. É importante (o paciente) compreender aquele momento difícil e não guardar para si, para que aquilo não venha ter como consequência o suicídio”, finaliza.  

    O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, que busca alertar a população sobre a importância da saúde mental e prevenção ao Suicídio. A UNINASSAU disponibiliza atendimentos psicológicos em sua Clínica-Escola para toda sociedade. Mais informações do serviço podem ser obtidas no WhatsApp e Telefone (83) 2101-8928, ou diretamente na Instituição, localizado na Rua Antônio de Carvalho Sousa, 295, Estação Velha. 

  • Setembro amarelo: lives gratuitas abordam saúde emocional

    Setembro amarelo: lives gratuitas abordam saúde emocional

    Setembro amarelo: lives gratuitas abordam saúde emocional. Acolher, consolar, apoiar e incentivar são alguns dos gestos que podem colaborar com a vida de alguém. Setembro é destacado como o mês de prevenção ao suicídio – conhecido como setembro amarelo – e neste período muitas ações são realizadas visando o acolhimento e apoio aos que sofrem. Pensando nisso, a Massai, geradora de soluções imobiliárias e uma das cem maiores construtoras do país, desenvolve uma série de atividades que fazem parte do núcleo de gestão emocional, parte do setor de talento, cultura e felicidade, e visa proporcionar acolhimento e satisfação pessoal e profissional aos colaboradores.

    Dentre as realizações da Massai, além da promoção de atividade física e atividades lúdicas, estão as lives semanais, que abordam semanalmente temas relevantes para a carreira, bem estar, qualidade de vida, missão pessoal e profissional. Para este mês, o tema é setembro amarelo, e as transmissões serão sobre cultura organizacional, engajamento, alimentação como importante beneficiário da saúde emocional e acolhimento. As lives acontecem toda sexta-feira às 8h no Instagram @massaioficial.

    Confira a programação completa:

    02/09 – Cultura organizacional na prática
    Convidada: Simone Sena, consultora de gestão de pessoas e proprietária Hresult
    Assista em: https://www.instagram.com/reel/CiAPKGyAkdY/

    09/09 – Engajamento: sentimento de pertencer
    Convidada: Márcia Peixoto, gerente de talento, cultura e felicidade
    Assista em: https://www.instagram.com/p/CiSRCDrADmq/

    16/09 – Alimentação como um diferencial para a saúde emocional
    Convidado: Gustavo Acuio, sous chef italiano

    23/09 – O trabalho como um diferencial para a saúde emocional
    Convidado: Rouse Aragão, psicóloga clínica

    30/09 – João Pessoa: cidade acolhedora
    Convidados: Gefferson Alves, diretor geral do BA’RA Hotel, com a jornalista e assessora de imprensa Andréia Barros

    Para saber mais sobre o empreendimento, o contato é 83 99401-5390. Para conhecer melhor a Massai e suas atividades, o site é www.massai.com.br. Outras informações estão disponíveis, pelo telefone (83) 3506-6800, e no perfil do Instagram @massaioficial .

  • Psicologia e relações, por Célia Chaves: Um único tempo para o jogo da vida

    Psicologia e relações, por Célia Chaves: Um único tempo para o jogo da vida

    Setembro chegou, impactado por um movimento mundial favorável à  vida. No palco das discussões, está o desejo de viver, ou não. Em sã consciência, com saúde mental, o ser humano é capaz de tudo – ou quase – para preservar o maior de todos os bens relativos à existência humana. Mas, infelizmente, em meio à luta e fuga de cada dia, o suicídio retrata triste realidade, que necessita ser discutida e enfrentada, de fato, como problema de saúde pública.

    A cada 45 minutos, um tempo fortuito de jogo de futebol, um brasileiro tira a própria vida, intencionalmente. Registra-se um óbito a cada 45 segundos, mundialmente, da mesma forma. Conforme estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), as mortes diárias, por essa causa, superam números relativos às vítimas da maioria dos cânceres.

    Nessa linha geralmente tênue, entre lucidez, loucura, pulsões de vida ou morte, uma pergunta não quer calar: por que ainda lidar com o suicídio e suas causas de maneira tão tímida e ineficaz, ante a dimensão do problema? Instituições e autoridades competentes precisam, no setembro amarelo e sempre, trazer esse debate ao centro das atenções. Afinal, trata-se de algo passível de prevenção, na esmagadora maioria das vezes.

    De acordo com dados da OMS, 90% dos casos poderiam ser evitados. Ou seja, a sociedade ressente-se de um trabalho de conscientização sistemático e respeitoso, executado adequadamente. Nada adiantará manter o assunto como tabu, e ignorar milhares de vidas perdidas, além dos sobreviventes enlutados.

    São pais, mães, avós, irmãos, amigos e familiares em geral, que sofrem de tudo um pouco, para manter-se de pé, a despeito de sentimentos de culpa, episódios de depressão e uma dor sem fim. As ações preventivas constituem então a grande saída, substitutiva ao atual estado de passividade, predominante em todo o país.

    Movimentos como Outubro Rosa e Novembro Azul ganharam visibilidade, por meio de políticas e ações afirmativas incorporadas pelos vários setores. Imprensa, estabelecimentos privados, órgãos públicos, gestores, escolas, unidades de saúde e organizações não governamentais abraçaram suas causas. Os resultados são indiscutíveis, além de importantes e alentadores.

    Por que não agir assim quando o assunto é suicídio? Há ensurdecedora e silenciosa epidemia em curso, inclusive, reconhecida por instituições como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Mas ainda faltam ações verdadeiramente educativas e preventivas, capazes de combater um problema presente em toda a história da humanidade, nas diferentes culturas.

    Comportamentos e desejos suicidas não escolhem cor, classe social, religião ou gênero. Podem bater à porta de qualquer um, invadindo corpo e alma. Em algum momento, cerca de 17% dos brasileiros já pensaram em dar fim à própria existência. Ou seja, profissionais de saúde, inseridos nos diferentes níveis de atenção, devem estar preparados para reconhecer e lidar com os fatores de riscos, a fim de agir preventivamente. A família também precisa ser assistida e orientada.

    Portanto, educação e conscientização são essenciais à transformação do quadro atual, revelado por episódios turbinados a toda hora. Assim como preconceitos, discriminações, descasos e mentiras replicam-se quando se fala de alguém que um dia manifestou tal angústia. Estigmatizado, envergonhado e excluído, dificilmente, o ser humano irá superar a dor de não mais alcançar a vida, por um segundo que seja.

    Sobre Célia Chaves

    Ela reúne os títulos de psicóloga clínica, psicanalista em formação, jornalista, palestrante e terapeuta de grupo. Além de colunista do Paraíba Total, Célia realiza atendimentos presenciais, on-line e domiciliar. Para saber mais o Instagram é @psicoceliachaves.

  • Saúde promove campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio

    Saúde promove campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio

    Saúde promove campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência Operacional de Atenção Psicossocial, em parceria com a UFPB, abre, na próxima quinta-feira (1º),  a campanha Setembro Amarelo. Este ano, a programação tem o tema: “Prevenção ao suicídio se faz com fortalecimento de políticas públicas; a interface entre saúde mental e direitos humanos”. A abertura será das 9h às 12h, na UFPB, no auditório do CCJ, no campus de João Pessoa.

    “Durante todo o mês, teremos uma programação variada com promoção de debates sobre o cuidado em saúde mental das populações mais vulnerabilizadas. Sugerimos a criação de rodas de conversa, palestras com eventos para a sociedade (fora dos CAPS), no sentido de criar espaços de escuta que mapeiem e potencializem coletivos e redes de apoio e cuidado”, disse a gerente Operacional de Atenção Psicossocial da SES, Iaciara Alcântara.

    A gerente destacou a importância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Paraíba organizar sua agenda para promover e divulgar ainda mais suas ações que já ocorrem o ano inteiro, intensificando a criação de grupos com temas específicos sobre o sofrimento gerado por violências e violações de direitos em relação à raça, gênero, orientação sexual e da cultura de ódio.

    “Além disso, a vinculação do sofrimento mental e o uso problemático de drogas com agravamento e ampliação das expressões da questão social da nossa população durante e pós-pandemia”, pontuou.

    Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

    Programação:

    Dia 1/9 – Abertura Presencial na UFPB (Auditório CCJ )
    Manhã – (9h  às  12h) – Temática: “Prevenção ao suicídio se faz com fortalecimento de políticas públicas: a interface entre saúde mental e direitos humanos”
    Tarde – (14h às 17h) – Inauguração Espaço Nise da Silveira CAPS AD III Jovem Cidadão

    O CAPS realizará também a I Semana de Práticas Corporais como estratégia de integração e cuidado em saúde mental. Dentro da programação, terão atividades físicas competitivas, de lazer, de circulação e práticas diferenciadas de cuidado, oficina de jogos teatrais, capoeira  e disputas esportivas (futebol de areia, vôlei, tênis de mesa, bocha, xadrez).  

    Terá também a programação pela plataforma virtual Google Meet:
    Dia 6/9  –  14h – Temática: Saúde Mental da População Indígena
    Dia 13/9 – 14h – Temática: Saúde Mental da população em situação de rua
    Dia 20/9 – 14h – Temática: Saúde Mental da população LGBTQIAP+
    Dia 27/9 – 14h – Temática: Saúde Mental da população Negra

  • Creci-PB viabiliza, em Patos, consulta psicológica a corretores de imóveis

    Creci-PB viabiliza, em Patos, consulta psicológica a corretores de imóveis

    A ação desenvolvida durante todo o dia de sábado (18) pela Comissão da Mulher do Creci-PB no município de Patos, como parte da campanha nacional Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio, se mostrou das mais positivas, ao proporcionar consulta gratuita pela psícóloga Alanne Farias na Clínica Integrada AYA, situada no 9º andar do Edifício Milindra Empresarial Center, a corretoras (8) e corretores de imóveis (2).

    Segundo Alanne, em várias áreas da saúde a procura pela promoção e qualidade de vida pelo público feminino é significativamente maior se comparada ao público masculino, o que se deve também à estrutura na qual a nossa sociedade e cultura foram construídas, onde os homens se sentem um símbolo de força e muitas vezes descartam qualquer possibilidade de abordar situações que lhe trouxeram algum sofrimento, daí a necessidade de eles buscarem esses serviços de maneira mais frequente.

    Ela percebeu que há uma exigência muito grande por parte dos profissionais do setor imobiliário em atingir suas metas, alcançar a excelência no mercado e, além disso, para muitos, tem sido realmente desafiador lidar com a revolução tecnológica ocorrida nos últimos tempos.

    “Ademais, a pandemia acarretou inúmeros sofrimentos que, por muito tempo estiveram ‘adormecidos’, vez que todos seguiam suas atribuições sem se deparar com a grande turbulência que é imergir em seus próprios pensamentos e na própria compreensão que as pessoas têm de si, do mundo e de seu futuro. Voltar a atenção para si, no silêncio do ‘home care’, pode ser também ensurdecedor”, acrescentou.

    Depressão, ansiedade e pânico

    Entre alguns sinais de alerta, que podem surgir, inicialmente de maneira bem sutil – e posteriormente, se não realizado um tratamento, podem chegar a se agravar – a profissional da saúde elencou dificuldade para dormir ou fadiga excessiva, desânimo para fazer atividades que antes proporcionavam prazer, irritabilidade, instabilidade de humor, apatia, quedas de cabelo, tremores, taquicardia, sudorese, pensamentos acelerados, dificuldade para respirar ou sensação de que não está respirando corretamente, agitação, temor de que algo ruim possa ocorrer com sí próprio ou com aqueles com quem convive.

    Suicídio

    Alguns dos sinais de alerta são o isolamento, apatia constante, frases relacionadas à desesperança, como por exemplo: “não vejo mais sentido na minha vida”; “queria que tudo isso acabasse”; “queria poder dormir e nunca mais acordar” e “eu não aguento mais”. Para aqueles que se identificam com algum desses pensamentos, Alanne destaca a importância de conversar com alguém e falar sobre como está se sentindo, além de procurar ajuda especializada.

    “Um profissional irá orientar acerca de todo o processo de tratamento necessário para atenuar o sofrimento que está sendo experienciado no momento e trabalhar, junto do paciente, estratégias para enfrentar e construir pensamentos mais assertivos e funcionais”, orientou

    Por fim, ela considerou bastante louvável a iniciativa de viabilizar formas de apoio efetivas, de agir para salvar vidas, da Comissão da Mulher do Creci-PB em Patos, composta por Juliana Gadelha (coordenadora), Layse Santos, Maria Clara Medeiros, Ivanilda Santos, Marleide Oliveira e Edmara Brandão.