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  • Sindojus-PB propõe à PM curso para Oficiais de Justiça sobre atuação na zona rural

    Os Oficiais de Justiça exercem atividade profissional considerada de risco, segundo Instrução Normativa da Polícia Federal que remonta há oito anos e ainda assim, não têm direito a porte de arma de fogo para defesa pessoal, nem recebem qualquer treinamento para defesa pessoal, apesar dos riscos diários enfrentados na execução de ordens judiciais sozinhos e em seus carros particulares, diferente de policiais que atuam na fase inquisitorial.

    Na Paraíba esta realidade não é diferente e ainda potencializada em zonas rurais, devido a, por exemplo, más condições de estradas (algumas alagadas) que dificultam acesso e aumentam riscos para se chegar ao destino, e falta de equipamentos como GPS e aparelhos de comunicação via satélite para o auxílio do cumprimento do mandado. A situação é agravada quando a moto ou carro utilizado pelo OJ apresenta problema e tem que esperar pelo morador mais próximo.

    Diante de tudo isso foi que o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba, Joselito Bandeira, apresentou na manhã de ontem ao Ten. Cel. Wherick, (comandante do Grupamento Especializado de Operações em Áreas de Caatinga), Projeto para cursos de capacitação de OJ’s do TJPB em técnicas de segurança para cumprimento de mandados na zona rural.

    Joselito esteve acompanhado dos diretores Edvan Gomes (secretário-geral), Diarley Johnson (diretoria de mobilização e imprensa) e Rodolfo Raulin (diretoria de esportes, cultura e lazer). Este último atua na Comarca. Também participou do encontro o conselheiro fiscal Iran Lordão.

    Sobre o Projeto

    Prevê a abordagem de temas, como: Aspectos biológicos no processo de uma abordagem a partir de fatores estressantes; importância do conhecimento técnico no processo de uma abordagem sob a ótica das neurociências; comportamentos e procedimentos adequados após abordagem em ambientes fechados, em zona de elevado índice de criminalidade e em ambientes rurais; tipos de abordagens; importância da identificação visual e da sua verbalização; tipos de comportamentos da pessoa abordada; e uso progressivo da força em abordagens.

    Esses conteúdos serão sobremaneira úteis em diligências cíveis, penais, em unidades prisionais e quando do cumprimento de mandados de constrição de bens e valores; de prisão e busca e apreensão de pessoas; e também em ambientes fechado e condomínios populares em regiões conflagradas e de elevado índice de criminalidade e narcotráfico.

    “Em razão do reconhecido e elevado nível de habilitação para o curso sugerido, propomos firmar este convênio com a Polícia Militar da Paraíba, através do GEOsAC que por sua especialização poderá capacitar nossa categoria, especialmente para cumprimento de mandados em zona rural, no que tivemos a melhor receptividade possível à demanda, pelo que agradecemos a compreensão e sensibilidade do Ten. Cel. Wherick, comandante do Grupamento”, declarou Joselito.

    Atendida a proposta, o curso deverá ser realizado de modo presencial na sede do Grupamento Especializado de Operações em Área da Caatinga, segundo sua disponibilidade acadêmica e de logística. Com isso, ao final da execução do Projeto, o TJPB terá, além de atendido comando do Conselho Nacional de Justiça, passado a contar com Oficiais de Justiça treinados em técnicas de segurança que permitirão que estes profissionais estejam melhor preparados para os riscos inerentes ao cargo.

    Pelo GEOsAC estiveram presentes, além do Ten. Cel. Wherick, o Capitão Florestan e o Ten. D. Barros, que integram a cadeia de comando daquela unidade especializada

  • PM desocupa frente do quartel do Grupamento de Engenharia

    PM desocupa frente do quartel do Grupamento de Engenharia

    A Polícia Militar da Paraíba iniciou, às 10h30 desta segunda-feira (9), o trabalho da retirada de pessoas e tendas montadas em frente ao quartel do 1º Grupamento de Engenharia de Construção, na Avenida Epitácio Pessoa, na Capital, cumprindo decisão do ministro do Superior Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Os ocupantes retiraram as estruturas e as colocaram em um caminhão. E a PM reforçou sobre o teor da decisão, com retirada, inclusive, de banheiros químicos instalados no local.
      
    A Polícia Militar permanece no local nas próximas horas, a fim de garantir que organizadores e demais participantes não retornem ao local.
     
    Antes da ação, o secretário da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, promoveu reunião com a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público Federal, e Guarda Municipal de João Pessoa, além de agências de Inteligência. O objetivo foi articular forças para dar cumprimento à retirada de movimentos antidemocráticos das ruas, em todos os municípios da Paraíba, de acordo com decisão do ministro do Superior Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
     
    Jean Nunes frisou que quem não cumprir a decisão pode ser preso. “A própria decisão faz referência à prisão em flagrante de quem estiver descumprindo. Essas pessoas serão levadas para a Central de Polícia ou para a Polícia Federal, de acordo com a competência”, explicou, acrescentando que a Segurança Pública da Paraíba está em cooperação com as agências de Inteligência do Brasil, colaborando com as investigações e identificando pessoas, financiadores, redes sociais, veículos utilizados, informando à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça para robustecer as investigações. 
     
    Ele ainda destacou que embarcam ainda hoje, para Brasília, 30 policiais militares do Batalhão de Choque, que vão compor esse grupo que vai reforçar a segurança no Distrito Federal. “Se houver necessidade podemos reavaliar para aumentar esse efetivo. O ministro Flávio Dino tem tratado isso diretamente com o governador”, detalhou.