Asplan treina agentes tecnológicos que atuarão nas análises de cana-de-açúcar nas usinas da Paraíba
15 de julho de 2014
A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) vai realizar, entre os dias 21 e 25 de julho, um treinamento para capacitação dos profissionais que atuarão como agentes tecnológicos nas oito unidades industriais paraibanas, durante toda a safra 2014/2015. O químico, consultor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE), Francisco Dutra Melo, será o responsável pela parte teórica da capacitação, realizada no auditório da entidade, enquanto o supervisor de fiscalização da Asplan, Edvam Silva, ficará com a parte prática, ministrada no laboratório da Associação, no prédio sede da entidade, no Centro de João Pessoa.
Durante o treinamento serão detalhadas questões importantes do universo canavieiro, a exemplo de conceitos sobre cana-de-açúcar, seus derivados, conceituou os requisitos para ser um bom fiscal, sobre qualidade da matéria-prima e também sobre as normas institucionais e operacionais do atual sistema de pagamento da cana de açúcar pela ATR (Açúcar Total Recuperável), incluindo as novas normas da ABNT de avaliação da cana em vigor a partir de 2014.
A fiscalização é realizada 24 horas por dia, em regime de escala, porque o fornecimento de cana para as unidades industriais não sofre interrupção. O trabalho em campo deve começar ainda em julho, com o começo da moagem da atual safra.
Durante o treinamento, os futuros agentes tecnológicos também aprenderão sobre normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório das unidades industriais, além de noções de informática. Nas aulas teóricas, os agentes recebem noções de capacidade de organização, facilidade de relacionamento, aprendem detalhes dos equipamentos utilizados nas análises, vêem a discrição detalhada das atividades, aprendem a utilizar o livro de ocorrências, a aferir os equipamentos, além de trabalhar com o cálculo matemático dos dados de análises coletados para determinação do valor da ATR.
Na parte prática, eles aprendem a fazer a coleta das amostras, o desfibramento e homogeneização, a pesagem da matéria-prima, extração do caldo e a realização das análises, além de receberem conhecimentos sobre o sistema de processamento de dados.