SPC mostra que 53,8% dos pais admitem que as crianças participam da decisão de compra dos presentes
19 de dezembro de 2016
Uma grande preocupação dos pais em relação aos filhos é o apelo ao consumo que está em todos os lugares, principalmente em datas, como o Dia das Crianças ou o Natal. Especialmente o Natal, é um momento importante não só por causa dos presentes e festas, mas porque a data é a de maior expectativa para faturamento do comércio.
De acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 53,8% dos pais revelam que as crianças participam da decisão de compra dos presentes, seja individualmente (13,3%) ou em conjunto (40,5%).
O professor de Finanças do MBA da DeVry João Pessoa, Rodrigo Leone, afirmou que a partir dos 5 anos a criança já possui capacidade de escolha. “O importante é conversar com os filhos e saber o quanto você realmente pode gastar com presentes para que isso não pese no seu orçamento”, aconselhou.
O estudo também revelou que, este ano, 6% dos pais admitiram que vão atrasar o pagamento de contas para atender a vontade dos filhos no Natal. No entanto, esse comportamento é desaconselhado por especialistas.
De acordo com o especialista, nessa época do ano os estímulos externos, como comerciais e propagandas na TV e internet, influenciam o consumo das crianças. “Porém, há influência dos próprios pais e parentes sobre a oferta desses presentes, que acabam despertando o interesse delas em gastar sem pensar no orçamento”, afirmou.
“Os prejuízos para essas crianças serão percebidos no modo de agir, no modo de se comportar frente ao consumo exagerado. Podendo então, tornarem-se consumistas e empobrecidas de cultura, pessoas materialistas e com poucos valores” – André Assunção. Psicólogo do Hapvida Saúde.