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Proteste abre debate online sobre regulamentação do Marco Civil da Internet

18 de março de 2015

A Associação de Consumidores Proteste promove até esta quarta-feira (18), debate sobre como aperfeiçoar o Marco Civil, com regulamentações relativas à privacidade do cidadão, e ao uso de seus dados pessoais. As discussões acontecem durante o Seminário Marco Civil da Internet: neutralidade e proteção de dados pessoais iniciado desde terça-feira (17), em São Paulo. As apresentações podem ser acompanhadas online em transmissão pelo site www.drone.tv.br

A ação é para contribuir na ampliação da participação na consulta pública sobre a regulamentação do marco civil. Especialmente da sociedade civil, pouco familiarizada com os aspectos técnicos e jurídicos que os temas impõem. O evento é apoiado pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil e Fundação Matanel.

Estão participando do seminário especialistas do Brasil, Bélgica, Chile, Espanha, Estados Unidos, e Reino Unido, o que amplia a riqueza dos debates e possibilidade de reflexões, assim como o compartilhamento de experiências.

As empresas não escondem que são contra a neutralidade da rede, e que são favoráveis à degradação dos dados em algumas situações. No Marco Civil, já há um enunciado básico sobre as questões em debate, mas há condições de melhorá-las, pela iniciativa do Ministério da Justiça, por intermédio das Secretarias de Assuntos Legislativos e Nacional do Consumidor. Pode-se participar desses debates no endereço http://participacao.mj.gov.br/.

No caso da regulamentação do Marco Civil, os debates ocorrem em torno de quatro eixos: neutralidade; privacidade na rede; registros de acesso, e de outros temas e considerações.

A Lei 12.965/2014, do Marco Civil da Internet, foi editada em abril de 2014 e resultou de processo democrático de debates envolvendo todos os setores da sociedade, vindo a estabelecer fundamentos, princípios e direitos para os usuários da internet no Brasil.

Seguindo o mesmo caminho, o governo federal, que ficou incumbido de regulamentar temas centrais do Marco Civil da Internet tais como neutralidade, privacidade e guarda de registros de conexões e aplicações, abriu nova consulta pública antes de editar o decreto regulamentador.