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Saiba de cuidados que não podem faltar com a linguagem nas redes sociais

8 de junho de 2016

Linguagem, substantivo feminino, em um dos seus sentidos, é a forma de expressão própria de um indivíduo, grupo, classe. No mundo corporativo, é fundamental que haja estratégia, planejamento, quanto ao fino trato na forma de expressão.

Fino trato, distante de eventuais preconceitos, refere-se à capacidade de o indivíduo respeitar seus interlocutores e conscientizar-se de padrões – seja por meio da palavra escrita, seja por meio da palavra falada. Quem assim age chega além; passa a ter confiança de gestores; é respeitado perante clientes e colaboradores.

Sobre isso, um bom exercício para a relação “imagem profissional” e “palavra” está no uso das mídias sociais. Pessoas de destaque procuram planejar semanalmente (ou mesmo diariamente) suas “postagens”, pensando em maneiras elegantes de “como a sua ação profissional” pode colaborar com empresa, clientes, leitores e possíveis contratantes.

Veja as orientações de Diogo Arrais, professor de Língua Portuguesa e autor gramatical pela Saraiva da Área Financeira:

À segunda-feira, um texto com um esclarecimento sobre o atual cenário econômico, com uma ilustração chamativa;

À terça-feira, uma elucidação sobre um “slide” utilizado em alguma apresentação sua;

À quarta-feira, um vídeo (no ambiente de trabalho) sobre, por exemplo, a importância do investimento em determinados campos do mercado financeiro;

À quinta-feira, dia do famoso “TBT” das mídias sociais, uma crônica sobre sua trajetória na Universidade, seus amigos, seus livros favoritos.

À sexta-feira, redija sobre um bom livro lido. Lembre-se de que seus seguidores admiram muito gente que lê.

Aos fins de semana, cuidado com o excesso de vida pessoal, já que o olhar alheio é sempre muito crítico. Em outras palavras, um deslize pode trazer imensurável prejuízo a seu negócio, a sua biografia.

No entanto, para que haja sucesso na divulgação de tal trabalho, a revisão do texto e a maneira como a palavra é tratada são fundamentais. É possível um líder que conjugue mal determinados verbos, que faça questão de formas prolixas como “Venho por meio desta”, que não se atenha aos sinais de pontuação e aos aspectos de concordância? Certamente trágico!