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Emater-PB leva experiência da produção de algodão para a Bolívia

21 de dezembro de 2015

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB), integrante da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater (GU), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), compartilhará a assistência técnica e extensão rural públicas executadas na Paraíba na produção de algodão com os agricultores familiares da Bolívia.

Para isso, o presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães, assinou nessa semana, em Brasília, termo de cooperação internacional, junto com a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty. Também participaram da solenidade de assinatura o coordenador de operações e o diretor técnico da Emater-GU, respectivamente, Alexandre Alfredo e Vlaminck Paiva Saraiva.

Na ocasião, o presidente da Asbraer, Argileu Martins, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Emater-GU e disse que a empresa deverá prestar um trabalho exitoso junto aos agricultores bolivianos. “A nossa Emater da Paraíba tem um ótimo trabalho com agricultores familiares que produzem algodão, por isso chegamos à conclusão de que podemos, por meio desse trabalho, trazer mais qualidade de vida, renda e mais dignidade para os agricultores familiares dos demais países do Mercosul, como já fazemos no Brasil”, disse.

De acordo com Nivaldo Magalhães, caberá à Emater desenvolver, em três anos, o projeto de cooperação Sul-Sul Brasil/FAO/Bolívia de desenvolvimento da produção de algodão, com assistência técnica e extensão rural para colocar esta produção em novos patamares, promovendo distribuição e elevação de renda. Conforme dados da FAO, a Bolívia é um país onde a produção algodoeira está com 15 anos de decadência. “Isso acarreta o empobrecimento da população rural”, explicou Adriana Gregolin, coordenadora regional do projeto de Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, da FAO.

O termo de cooperação prevê a transferência de conhecimento e tecnologia para a Bolívia e em breve será levada também para a Colômbia e Equador, visando o fortalecimento de uma rede de produção de algodão nos países membros do Mercosul. O programa de revitalização da produção familiar do algodão, apresentado aos servidores do Itamaraty e da FAO, prepara para o serviço a ser desenvolvido na Bolívia e nos demais países, quando for efetivada a participação destes. “A extensão rural é a principal demanda por cooperação que recebemos dos demais países da América do Sul”, afirmou Cecília do Prado, gerente de Cooperação Sul-Sul Trilateral do Itamaraty.

A Paraíba, segundo o diretor técnico da Emater-GU, Vlaminck Saraiva, tem em curso um programa de revitalização da produção familiar do algodão, envolvendo 250 produtores, numa área de 300 hectares, que servirá de base para o serviço a ser desenvolvido na Bolívia e nos demais países, quando for formalizada a participação destes.

Projeto – O projeto teve início a partir de um recurso recebido de uma ação movida pelo governo brasileiro contra o governo norte-americano na Organização Mundial do Comércio (OMC), em virtude dos subsídios praticados pelo governo na produção de algodão americana, no qual 10% deste contencioso devem ser usados pelo Brasil no apoio aos países em desenvolvimento no Mercosul, para qualificar a produção desta cultura e a segurança alimentar dos agricultores familiares.

No mês de novembro, o coordenador de operações da Emater, Alexandre Alfredo, participou de reunião em Santiago do Chile para nivelamento do projeto, com a FAO, a agência ABC, além de representantes dos países envolvidos. A reunião discutiu conhecimento das demandas, articulação e preparação do acordo assinado nesta semana.

Na avaliação do coordenador de operações da Emater, este é um desafio importante para a Emater-GU, “já que irá projetar internacionalmente a qualidade dos técnicos de ATER pública praticada por nós, além da credibilidade da nossa empresa”, justificou.