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Dori Alimentos projeta crescimento investindo na PB e outros estados do NE

24 de julho de 2012

A Dori Alimentos chega à 32ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor e 15ª Sweet Brasil International Expo, a ABAD 2012, que acontece de 6 a 9 de agosto, no Rio de Janeiro, com um portifólio de produtos competitivo e que confirma seu crescimento e tendência de inovação. Com um faturamento superior a R$ 500 milhões, a empresa quer ainda crescer em 18% a sua presença no varejo. A busca pelo aumento do market share no varejo foi iniciada ainda em 2011, com a inauguração de um centro de distribuição na cidade de Maceió, com o objetivo de elevar o nível de serviço da companhia nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Para tanto, a companhia baseada em Marília, interior de São Paulo, deu início a um conjunto de ações que visa aumentar de 36% para 47% a sua participação nesse tipo de mercado, que hoje responde por aproximadamente 25% de suas vendas. Além disso, do total faturado em 2011, R$ 46 milhões foram provenientes de exportações. Com um portfólio de aproximadamente 350 itens (SKUS), a Dori exporta para todos os países do Mercosul, e também alcança 60 países, incluindo Austrália, África do Sul, parte da Europa e Estados Unidos. 
Nova fábrica: Filial 40 – Unidade Amendoim
Outro passo importante da Dori esse ano foi a inauguração de uma nova fábrica de produtos à base de amendoim. A Filial 40 – Unidade Amendoim tem capacidade para produzir de 3 mil toneladas/mês de confeitos doces e salgados de amendoim. Foram investidos R$ 15 milhões em uma instalação de 12 mil m², que abriga 200 funcionários, 150 alocados especificamente na produção. Boa parte desse valor foi usado para a aquisição de equipamentos de ponta, tais como seletoras eletrônicas, torrador e secador contínuo, empacotadeiras e um moderno laboratório de análises, para atender a controles com amostragens bem maiores que o especificado por lei. A nova fábrica também utiliza o conceito sustentável de produção limpa, de fluxo contínuo, com o mínimo de geração de resíduos, alta eficiência e total acessibilidade. Todo esse investimento se justifica, considerando-se que os produtos feitos à base do grão respondem hoje por 24% das vendas líquidas da empresa. Além disso, a Dori é líder de mercado na categoria amendoins, com 22,5% de participação, segundo dados Nielsen de 2009. Soma-se a isso o fato de que a auditoria pesquisa apenas o varejo e a Dori tem 61% das suas vendas no atacado.
Produção sustentável
A longa experiência da Dori na fabricação de produtos à base de amendoim acabou rendendo outra história. Resultado de muito trabalho e investimento em processos sustentáveis de altíssima qualidade, a fábrica-matriz da empresa, em Marília, é dotada de um processo totalmente inovador, que permite a queima da casca de amendoim. Em média, 90% das cascas de amendoim utilizadas na produção da Dori são fornecidas por terceiros e o restante é gerado pela matriz. Todos os fornecedores são rigorosamente escolhidos e precisam ser certificados para trabalhar na Dori.
A empresa também instalou um sistema de lavagem de gases para caldeiras, que reduz as emissões CO2 e possibilita o tratamento de resíduos sólidos lançados na rede de esgoto. Já em Rolândia, no Paraná, a geração de energia renovável é realizada por outros processos de biomassa. A fábrica, que produz cerca de 350 toneladas de doces por dia, está utilizando, desde 2003, o efluente tratado para o projeto de fertirrigação de uma área agrícola de 150 mil metros quadrados, destinada ao plantio de feno e eucaliptos. A extração de matéria-prima (cavacos de madeira) serve para abastecer as caldeiras da fábrica, enquanto o feno é utilizado por criadores de cavalos da região.
Mercado voluntário de crédito de carbono
Com estas iniciativas, um novo horizonte surgiu nos planos de negócios da Dori, que está se capacitando para vender créditos de carbono no mercado voluntário. O projeto de certificação e aquisição dos créditos de carbono está sendo acompanhado pela consultoria CantorCO2 e a estimativa é que a empresa já tenha acumulado 80 mil créditos com a redução de emissões de gases do efeito estufa.
Para alcançar esse desempenho, a empresa investiu R$ 179.947,41 até o momento, do orçamento total aprovado de R$ 2,5 milhões, para a reformulação de muitos processos nas unidades de Marília e Rolândia. A iniciativa permitiu a troca de combustível fóssil pela queima de biomassa.
Inovação
A empresa tem investido fortemente em pesquisa e desenvolvimento como parte dos planos de crescimento para a próxima década e, nesse sentido, acaba de firmar parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos – ITAL, uma das instituições mais reconhecidas deste segmento. A iniciativa está diretamente relacionada ao foco no desenvolvimento de processos produtivos, linhas de produto e projetos inovadores com o objetivo de reforçar o seu DNA de inovação.
A partir desta parceria, a Dori passa a ter o apoio do ITAL com relatórios técnicos de avaliações de tendências de inovações através da metodologia do “Radar Tecnológico”, que tem como base o mapeamento de tendências do mercado no que se refere a produtos e processos. A parceria envolve patrocínio, exposições e seminários do setor de alimentos, reuniões de apoio com o setor de PD&I da instituição e a realização de workshops exclusivos para apresentação dos resultados de Tendências e Inovações da empresa.