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Ferdinando Lucena: “A Paraíba passou por um processo evolutivo de maturidade empresarial e pública importante nos últimos anos e isso credencia o estado a estar figurando entre um dos destinos de ponta”

Ferdinando Lucena: “A Paraíba passou por um processo evolutivo de maturidade empresarial e pública importante nos últimos anos e isso credencia o estado a estar figurando entre um dos destinos de ponta”

Presidente da PBTur fala sobre os desafios do turismo paraibano e dos atrativos do estado

4 de maio de 2023

Foto: Vanessa de Melo

Há menos de três meses no cargo de presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ferdinando Lucena é turismólogo pela UNIESP e com pós-graduação em turismo e desenvolvimento territorial pela UFPB e em Gestão Pública pelo Unipê. Nesta nova missão, que ele afirma ser “a mais importante da sua vida”, ele assume os trabalhos na PBTur com entusiasmo e otimismo.  “É um momento que coroa exatamente uma militância, efetiva no setor do turismo, no setor do desenvolvimento econômico e dos eventos”, avalia.

Ferdinando Lucena já atuou como secretário executivo da Frente Parlamentar de Turismo da Câmara Municipal de João Pessoa, Conselheiro da Câmara Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio/CNC; diretor executivo do Convention & Visitors Bureau de João Pessoa, foi secretário executivo do Conselho Estadual de Turismo (CONDETUR 2015-2020), coordenador executivo do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e diretor do Centro de Convenções de João Pessoa entre os anos de 2014 e 2020. Ele também foi premiado como melhor gestor de Centro de Convenções do Brasil pelo Prêmio Caio 2021 e toda essa trajetória dão ao atual presidente da PBTur 25 anos de experiência no turismo.

Com a promessa de dar uma nova oxigenada ao setor turístico da Paraíba, como uma forma de fortalecer o trabalho que já vinha sendo desenvolvido, Ferdinando disse, em entrevista exclusiva ao Paraíba Total, sobre a missão recebida das mãos do governador João Azevêdo e dos desafios do turismo paraibano. Confira abaixo:

Como sua paixão pelo turismo te levou ao cargo de presidente da PBTur?

Esse é um momento  extremamente importante não só na minha trajetória profissional, mas também  na pessoal. É um momento que coroa exatamente uma militância efetiva no setor do turismo e no desenvolvimento econômico da Paraíba. É uma oportunidade que chegou a partir de um trabalho que somam 25 anos de experiência e atuação no setor. O convite chegou a partir do governador João Azevêdo para conduzir os destinos da PBTur, que trabalha de forma muito focada com as políticas públicas de comercialização, promoção e divulgação do turismo do estado da Paraíba. Eu considero o mais importante da minha vida! É um momento relevante também para a Paraíba, com a chegada dos investimentos internacionais do Pólo Turístico do Cabo Branco e da pulverização do acesso aéreo por toda a Paraíba. Não estou falando que isso é proveniente do meu trabalho, mas é resultado do trabalho de muita gente, da gestão pública, da iniciativa privada, das entidades associativas do turismo, da imprensa. Neste processo, chego na PBtur para dar continuidade a um trabalho que já vem sendo desenvolvido, para dar uma oxigenada, visando à continuidade de dar passos largos ao turismo da Paraíba.

Como a Paraíba está hoje em termos de equipamentos, atrativos, consciência do empresariado, hospitalidade, entre outros elementos que compõem um bom destino?

A Paraíba passou por um processo evolutivo de maturidade empresarial e pública importante nos últimos anos e isso credencia o estado a estar figurando entre um dos destinos de ponta e que estão recebendo grandes investimentos internacionais e nacionais, e que está praticamente na vista do consumidor. Tudo isso a partir do trabalho importante de divulgação e promoção que foi feito. Nesse momento, a gente precisa manter esse processo, mas sob um novo direcionamento. A PBTur não é o único órgão oficial de turismo do estado, ela está embaixo de um guarda-chuva que é conduzido pela secretária Rosália Lucas, a partir de processos de estruturação, roteirização e infraestrutura. Campina Grande vai receber agora um mini hub da Azul, um novo centro de convenções. O interior do estado com novos acessos aéreos. Então isso dá à Paraíba a possibilidade de engrenar mais rapidamente a interiorização do turismo e o papel da PBTur nesse momento é muito importante.

Qual o maior desafio para “vender” a Paraíba como um destino?

O calcanhar de Aquiles que temos hoje é o valor das passagens aéreas para os mais diversos destinos do Brasil e para a Paraíba. Então, a solução é negociar novos incentivos, novos vôos para que nossa malha aérea seja mais otimizada. Alinhado a isso, o desafio de convencer o empresariado de que é importante investir na Paraíba. Nós vamos ganhar o maior pólo turístico planejado do Nordeste.O pólo turístico Cabo Branco será a cereja do bolo. Tenho certeza que nós vamos, a partir de agora, num trabalho de mãos dadas com a iniciativa privada e com as entidades do trade turístico, dar mais celeridade a algumas questões.

Existe algum olhar especial para Paraíba toda no intuito de não acontecer os problemas que aconteceram nos grandes focos do turismo no Nordeste, como Fortaleza, Natal, como a exploração sexual infantil, por exemplo?

Sim, claro. A Paraíba, e de forma muito especial João Pessoa, demorou um pouquinho para ter seu desenvolvimento econômico, social e turístico. Essa demora para ser a “bola da vez” fez com que a gente pudesse observar os problemas negativos que aconteceram naqueles locais. Então nós crescemos sustentavelmente, aprendendo com os erros dos outros destinos. O exemplo do turismo com prática sexual, João Pessoa não tem esse problema social, diferentemente de outros destinos. Então a Paraíba fez o seu dever de casa.

O que as pessoas podem esperar de ações da PBTur daqui pra frente?

Primeiro, o diálogo ativo. O processo de diálogo da estatal com o mercado é fundamental, e vamos potencializar isso.  Além disso, 2023 foi um ano em que o governo do estado duplicou os investimentos de promoção e divulgação.  A Paraíba está em todas as praças, está ampliando a presença na prateleira comercial das grandes operadoras.  Nós vamos atingir o mercado doméstico, os nossos principais centros, emissores de turistas e também os mercados prioritários da Europa, por exemplo. Tenho certeza absoluta que efetivamente vamos entrar numa atividade altamente competitividade.